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QUE VENHA 2019: EU CONTINUO AQUI HOJE E SEMPRE. CONTEM COMIGO
dezembro 20th, 2018 by Magdalves

Novamente, estamos em dezembro e começamos a olhar a trajetória que fizemos desejando um tempo melhor no ano que se aproxima.

Os dias, semanas e meses se sucedem, a gente luta, ora perdendo, ora ganhando mas, graças a Deus, mantemos a esperança de um dia estarmos melhores e podermos fazer mais pelos outros e por nós mesmos.

A cada dia, envelhecemos um pouco e precisamos saber lidar com nosso corpo e nossa mente se queremos continuar a viver, não apenas a sobreviver.

Olhando para 2018, a primeira lembrança que me vem é triste. Perdi uma irmã para a ELA – Esclerose Lateral Amiotrópica.  A doença judiou muito dela que foi perdendo os movimentos, a fala e por fim a levou para junto de Deus. Seu passamento, me leva a pensar o como estou lidando com a minha saúde, que cuidados tenho tido e que fazer para não me transformar num “trambolho” na vida de meu único e querido filho.

O foco das minhas dificuldades de saúde é o fígado que estende seus tentáculos e vai me impedindo de ter vida plena pois os limites são sempre crescentes.

A cabeça ainda funciona, graças a Deus, e com isso, consigo continuar na lida e na luta por um mundo mais justo e fraterno.

Aí, vem a segunda preocupação. Postei no meu facebook que “não fui responsável” pela eleição de Bolsonaro e Dória… mas não adianta, agora, apontar culpados… todos vamos ter que conviver com isso.

Tenho muito receio em relação às decisões governamentais que vão afetar nossas vidas. Algumas pessoas, que votaram nessa direita militarista dizem que nada vai mudar e que tudo não passa de discurso de campanha… bom seria se isso fosse verdade, mas ouvir falar que “trabalhador não tem que ter direitos”, ataques aos direitos conquistados como férias e 13º e ameaças de cobrar de quem tem menos para cobrir o déficit e desmandos da Previdência me deixam muito preocupada.

Quando eles dizem que “a polícia deve endurecer e que é para atirar na cabeça” eu sei que os alvos serão sempre os pobres e fico com muito medo da situação de meus amigos de rua.

Ontem, por alguns minutos chegamos a acreditar que soltariam o Lula… imagine… com o medo que eles tem desse nosso guerreiro, as armas todas continuam apontando para ele.

Hoje já não  há vergonha em admitir que o problema é o poder e não o ataque à corrupção.  Basta olharmos os Ministros do Bolsonaro e os Secretários do Dória.

Medo! Tenho muito medo, sim!  Mas preciso dizer que continuarei na luta, na defesa daquilo que acredito e me coloco a disposição para que a experiência profissional que ganhei nestes muitos anos possa ser usada para melhorar a vida de quem tem menos, em especial as pessoas em situação de rua.

Minha identidade

Sou mulher, idosa e mãe e o que primeiro vem à memória é meu filho. Amigo em todas as horas, lutando suas batalhas mas se fazendo presente sempre que necessito. Sem dúvida, foi meu maior acerto e me orgulho muito de seu modo de ser, apesar de ter clareza de que o mérito é todo dele. Eu fui, quando muito, o cenário, para que ele assim se constituísse.

Tenho um círculo de amigos, quase todo, formado por pessoas com quem me relaciono ou me relacionei profissionalmente. Nos comunicamos pelo facebook e por whattsapp mais do que por telefone. Sou católica não praticante e petista até o fundo da alma. Mesmo neste momento difícil, não perdi a confiança de que esse é o Projeto de Sociedade que defendo.

Paulistana, aposentada duas vezes, uma do serviço público, outra do particular, sou assistente social, consultora em políticas públicas, gestora, heterossexual, professora universitária, pesquisadora, coordenadora pedagógica, venho desenvolvendo trabalhos junto a Prefeituras e ONGs.

Meu foco são Políticas Sociais, e dentre elas, a política para população de rua. Desde a década de 1970 venho acompanhando esta construção e me sinto bem a vontade para propor ações e desenvolver propostas.

Olhando o que consegui construir, saliento processos de formação junto a Trabalhadores da Assistência Social, que em muitos momentos foquei na Política para Pessoas em Situação de Rua.

Como consultora, tenho contato com diversos municípios, e isso me permite identificar demandas dos gestores e trabalhadores.  Trabalhei no Capacita SUAS no estado de São Paulo, mas meu maior empenho sempre foi direcionado para a Política para População  de Rua.

Mais do que as dificuldades das Prefeituras no trato com estas pessoas, o que me move é aquilo que está colocado no item VII do artigo 6º que diz “incentivo e apoio à organização da população em situação de rua e à sua participação nas diversas instâncias de formulação, controle social, monitoramento e avaliação das políticas públicas”.

Há dois anos, estou tendo o prazer de atuar junto ao Movimento Nacional da População de Rua, através do CISARTE – Centro de Inclusão Social pela Arte, Educação e Trabalho.  Por conta do meu compromisso com eles, venho acompanhando o Comitê Poprua de São Paulo.

Propor ações nestes espaços, no entanto, é apenas um dos aspectos desse trabalho na medida em que ele possibilita uma aproximação com algumas pessoas especialíssimas que conformam a População de Rua.

Em 2019, espero poder continuar a atuar com eles e me comprometo a ajudar a construir junto ações que sirvam ao fortalecimento da organização deste segmento.


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