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jul 27th, 2017 by Magdalves

Realizamos trabalhos diversos em apoio a Prefeituras e ONGs que atuam no Social.

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DISCURSO E PRÁTICA NA ATUAÇÃO PROFISSIONAL COM PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA
jul 14th, 2019 by Magdalves

Até meados do século XX, nas diversas políticas sociais, havia um entendimento de que o profissional era aquele que sabia o que é melhor em cada situação, o que levava à desconsideração do que queria e do que achava aquele usuário que se aproximava dos serviços em busca de suporte para sua vida.

Quando este público eram pessoas em situação de rua, nem se cogitava escutar o que queriam dizer aqueles que viviam da mendicância. Seu atendimento era feito por Organizações Caritativas e só quando esta problemática aumenta é que passa a ser vista pelos governos.

Nas ações propostas pelas Políticas, uma das finalidades era o controle do sofrimento vivido por aquelas pessoas aliada a uma ênfase na reconstrução das relações afetivas e familiares que, segundo se entendia, era necessária para que estas pessoas retornassem ao seio da família de origem e deixassem de ser um “incomodo em situação de rua”

Quando a PNPR propõe que as ações a serem desenvolvidas devem se adequar às necessidades e desejos daqueles usuários, leva os profissionais a terem que lidar com problemas de duas naturezas:  a definição de critérios para o aceite desta autonomia e a escassez de recursos que exige que sempre se atenda apenas uma parte da demanda existente.

No processo de tomada de decisões dos profissionais, debatem-se dois tipos de referencial: um que ainda considera que a situação de rua é fruto de um modo de ser individual (a escolha, a rebeldia, o desinteresse por parte do usuário) ou coletivo (e na leitura deste coletivo, há um contraponto de nossos anseios pessoais que trás para o profissional a responsabilidade pelo acerto ou erro da ação proposta.

O discurso enquanto elemento da prática

A partir da consolidação da PNPR passou a ser “politicamente correto” afirmar-se que esta problemática é responsabilidade da sociedade e não do indivíduo isoladamente.

Este discurso afirma que a situação de rua é parte da questão social e que não se deve considerar estas pessoas como excluídos sociais já que são parte desta mesma sociedade.

Quando buscamos nos deter nas ações do cotidiano, no entanto, não é isso que identificamos.

O texto integral você encontra em  http://mmaconsultoria.com/?page_id=3344

PESSOAS COM DEFICIÊNCIAS E EM SITUAÇÃO DE RUA: O ENTRECRUZAR DE DIFICULDADES E ESTIGMAS
jul 6th, 2019 by Magdalves

As pessoas em situação de rua (PSR) compõem um universo bastante amplo já que estamos falando de um “grupo populacional heterogêneo que possui em comum a pobreza extrema, os vínculos familiares interrompidos ou fragilizados e a inexistência de moradia convencional regular, e que utiliza os logradouros públicos e as áreas degradadas como espaço de moradia e de sustento, de forma temporária ou permanente, bem como as unidades de acolhimento para pernoite temporário ou como moradia provisória”[1].

Sua identidade, como PSR, é construída a partir de inúmeras perdas que vão desconstruindo a pessoa que antes desse período tinha raízes familiares e sociais, respeito no meio profissional e desejos e sonhos.

Se nosso olhar partir do outro lado do cruzamento que estamos propondo, precisamos considerar pessoas com deficiência aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais em interação com diversas barreiras podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas”. Decreto 6949/2009.

O Censo de 2010, identificou 46 milhões de pessoas com deficiências no Brasil, sendo quase 14 milhões aquelas que tem deficiência motora.

Uma reflexão sobre este entrecruzar de dificuldades você encontra em  http://mmaconsultoria.com/?page_id=3338

 

[1] Decreto 7053/2009

A POLÍTICA PARA POPULAÇÃO DE RUA E A QUESTÃO DOS LGBT – Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transgêneros
jun 23rd, 2019 by Magdalves

 

Ainda que se possa intuir que desde que o mundo é mundo havia pessoas com orientações sexuais diferentes das estabelecidas pelas sociedades, é a partir da década de 1970 que esta situação ganha maior visibilidade.

A Política Nacional para Pessoas em Situação de rua define, entre seus princípios “o respeito às condições sociais e diferenças de origem, raça, idade, nacionalidade, gênero,  orientação sexual e religiosa, com atenção especial às pessoas com deficiências”.(item V, artigo 5º – Decreto 7053/2009)

Dentre os serviços ofertados por esta Política, destacam-se o Centro Pop – Centro de Referência para Pessoas em Situação de Rua, que faz atendimentos e encaminhamentos diversos; e o Serviço de Abordagem Social, na modalidade busca-ativa que vai ao encontro de pessoas em situação de rua informando as possibilidades que a cidade oferece.

Se para as pessoas em situação de rua é importante que os trabalhadores vinculados a esta política estejam preparados para lidar com preconceitos e discriminações identificadas no cotidiano deste segmento, quando se trata de Poprua LGBT este cuidado deve ser ainda redobrado.

A maior dificuldade encontrada pelos profissionais é para o equacionamento nas situações de abrigamento. Na grande maioria das cidades, encontramos alguns Abrigos voltados para Homens e outros voltados para Mulheres, sendo raras as experiências de abrigos para famílias – homem, mulher e crianças.

Uma reflexão sobre isso você encontra em http://mmaconsultoria.com/?page_id=2382 

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