29 de junho de 2016

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TEATRO DO OPRIMIDO E POPRUA

18 de junho de 2017

Quem se permite atuar a partir das técnicas do Teatro  do Oprimido descobre um modo novo de se relacionar com pessoas.

A riqueza desta proposta é partir de uma metodologia de libertação construindo novas expressões a cada situação vivenciada. Estes contextos tem limites que precisam ser suplantados para possibilitar uma possível transformação.

O subtexto a que o Teatro do Oprimido serve com esta recuperação dos meios de produção teatral é tornar explícitas estas possibilidades para pessoas  que vivem em ambientes superexplorados, dando-lhes coragem para enfrentar esta situação. Esta proposta não objetiva resolver cada  um destes problemas para estas pessoas, mas abrir uma reflexão que permita que vislumbrem o leque de opções naquele momento.

É neste sentido que o Teatro do Oprimido se torna mais uma ferramenta na conscientização e na transformação da realidade. O debate dos problemas leva ao empoderamento destes sujeitos/atores sociais na defesa de seus direitos, possibilitando uma participação mais efetiva.

O PAPEL DA CONVIVÊNCIA NO FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS

Ao definir como público alvo a população em vulnerabilidade social, a PNAS entende que a busca de caminhos de superação pode ser potencializada por ações coletivas com essas pessoas.

Convivência e Poprua

Nas primeiras atividades que podemos considerar como origem da Política Nacional para Pessoas em situação de rua, o apelo da convivência já era bastante significativo.

As primeiras propostas partiam do entendimento de que estas pessoas estavam desgarradas da sociedade e assumiam a tarefa de com elas formar comunidades, e havia quem dissesse que isso era uma utopia impossível de ser alcançada porque parecia impossível levá-los a agir em busca deste convívio.

A POPRUA, A CONVIVÊNCIA E O TEATRO DO OPRIMIDO

Nos últimos anos foram realizadas diversas atividades de Teatro do Oprimido nas quais público e atores são pessoas em situação de rua.

Esta tem sido uma maneira de construir propostas na ótica de quem vive em situação de rua, ainda que mediadas por técnicos e outros profissionais nas áreas da saúde, assistência social e outras.

O primeiro aspecto a ser observado é que estas ações sensibilizam usuários e trabalhadores visando a melhoria do diálogo necessário à construção de políticas.

As intervenções são educativas, artísticas e musicais e visam pessoas em situação de vulnerabilidade social. Um dos  enfoques são as diversas situações de discriminação que impedem o uso dos potenciais identificados nestas pessoas.

Na ótica em que se reconhece e respeita direitos, precisa-se  trabalhar muito sobre a discriminação que faz com que aceitem ser tratados como “alguém sem direito algum”.

A escuta qualificada[1] dos diálogos ocorridos nos momentos em que se utiliza a técnica do Teatro do Oprimido permitem perceber a interpretação dada por estes usuários dos serviços sobre as ofertas que lhe são feitas. A consequência é uma releitura dos serviços prestados e dos mecanismos de acesso a eles.

O texto  integral pode ser acessado em  http://mmaconsultoria.com/?page_id=2869

[1] Escutar (qualificadamente) o outro não é apenas ouvir o som de suas palavras, mas entender seus gestos, modos de expressar, levando em conta o reflexo em mim. Inclui uma análise de contexto que me dirá qual a ótica a partir da qual aquele diálogo está ocorrendo.

A SINERGIA ENTRE AS AÇÕES SOCIAIS

31 de maio de 2017

A raiz da discussão de ações intersetoriais nas políticas sociais está baseada na teoria da complexidade.  Edgar Morin aponta que este paradigma influi na educação, abrangendo todas as áreas do conhecimento.

Atuar em Redes

Usualmente, as Políticas Sociais atuam de modo estanque, fechadas em si mesmas.  Cada “política setorial” constrói saberes isolados, buscando esgotar questões e utilizando linguagens e corporações próprias.

É no dia a dia da ação que a demanda por uma ação conjunta apresenta um quadro de necessidades cujas respostas, muitas vezes, estão aquém das respostas dadas por uma única política.

Perguntas que não querem calar

Ao discutir, no cotidiano da ação, os caminhos desta articulação, muitas dúvidas são colocadas, dentre as quais salientamos:

Quem deve coordenar este processo de articulação?

Qual das ações setoriais deve ser o “carro chefe” na construção de parâmetros da ação?

Numa realidade com poucos recursos financeiros, como dar conta das especificidades?

Como lidar com a multiplicidade de interesses e as situações de conflito?

Em qualquer destas circunstâncias, o que se precisa é dialogar, mas dialogar de “peito aberto”, buscando entender a ótica do outro, pois somente assim podemos agir de forma integrada.

O texto integral você encontra em  http://mmaconsultoria.com/?page_id=2862&preview=true

Uma proposta de saraus e os estudos sobre a poprua

15 de maio de 2017

 

Os saraus propostos são eventos culturais onde além de tomar contato com expressões artísticas das pessoas em situação de rua (música, artes plásticas, etc.) será trazido um tema para ser aprofundado e debatido.

 

Segundo um breve levantamento, existem cerca de 40 monografias que foram feitas por profissionais sociais (assistentes sociais, educadores, historiadores) focando as pessoas em situação de rua da cidade de São Paulo.

Os subtemas são os mais variados: idosos, trabalho, religião, convívio, egressos, moradia, saúde, portas de saída da situação de rua, inclusão e exclusão são alguns deles.

 

Por outro lado, algumas pessoas em situação de rua tem trabalhos em artes plásticas, outras escrevem crônicas sob a ótica da vivência em situação de rua ou constituíram grupos de música.

Estes Saraus objetivam propiciar ao público em geral – estudantes, profissionais que atuam com a poprua e outros interessados – o acesso a estudos e à produção destas pessoas em situação de rua.

O texto integral você encontra em  http://mmaconsultoria.com/?page_id=2856&preview=true