29 de junho de 2016

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O ESTADO E OS MUNICÍPIOS: ÓTICAS COMPLEMENTARES NAS PROPOSTAS DE CAPACITAÇÃO VISANDO A POLÍTICA PARA POPULAÇÃO DE RUA

15 de fevereiro de 2017

Quando se reflete sobre o processo de formação voltado para a Política para População de Rua, sem dúvida, o primeiro grande desafio é a apropriação do perfil encontrado entre a Poprua do território do qual estamos falando.

Um dos aspectos significativos na atuação profissional junto a “pessoas em situação de rua” é, sem dúvida, o entendimento de quem são estas pessoas, quais suas necessidades e que potencial trazem em si. Os processos de “resgate” implicam numa certa imersão em suas histórias para, em diálogo com elas, buscar identificar propostas possíveis de serem implementadas.

Quando o Decreto 7053/2009 instituiu uma Política Nacional para População de Rua, definiu 10 diretrizes (artigo 6º) dentre os quais salientamos o item IX que diz “implantação e ampliação das ações educativas destinadas à superação do preconceito, e de capacitação dos servidores públicos para melhoria da qualidade e respeito no atendimento deste grupo populacional

A construção de uma proposta de capacitação inserida na  Política Nacional para População de Rua tomou por base os seguintes documentos nacionais:

  • Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (PNEDH),
  • Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS), e
  • Política Nacional de Educação Permanente do Sistema Único de Assistência Social (PNEPSUAS).

A NECESSIDADE DE FORMAÇÃO DE QUADROS

 

Nos dias atuais, vivemos intensas transformações no Mundo do Trabalho. O aumento do desemprego aberto, as exigências de qualificação e as estratégias de sobrevivência a partir do trabalho informal vem ampliando o número de pessoas e famílias vivendo em situação de rua.

SUJEITOS DA FORMAÇÃO

Se almejarmos a eficácia e eficiência no desenvolvimento da Política, este processo precisa envolver técnicos, administrativos e operacionais que atuam no cotidiano, mas não podem deixar de lado os coordenadores de Programas, Projetos e Políticas já que se trata de uma apropriação de uma realidade relativamente nova na política e sobre a qual precisamos construir consensos que permitam que as ações se complementem.

 

PAPÉIS DO ESTADO E DO MUNICÍPIO

Trabalhadores que atuam  no cotidiano e Coordenadores de Programas

Os executivos municipais são responsáveis pelas Políticas Locais implementadas em suas cidades, sejam elas voltadas para a Habitação, a Saúde, a Assistência Social, a Educação, o Trabalho, a Segurança Pública, a Cultura, o Esporte e o Lazer.

Tendo em vista que a PNPR deve ser construída intersetorialmente, os executivos municipais são responsáveis pela Formação de Quadros profissionais que atuam com a Poprua, sejam quais forem suas lotações.

Gestores municipais das diversas políticas

Um dos papéis do governo do estado no que se refere à formação de quadros voltado para a População de Rua é o suporte aos municípios, priorizando-se aqueles onde há índices maiores de pessoas em situação de rua.

A reflexão integral você encontra em http://mmaconsultoria.com/?page_id=2816

Banco de Talentos – uma estratégia de acesso a trabalho

22 de janeiro de 2017

Viver em situação de rua é uma arte, e muitos deles conseguiram superar muitas dificuldades e estão se recolocando no mundo do trabalho.

Eletricistas, pedreiros, pintores, serralheiros, faxineiros, copeiros, garçons, vigilantes e zeladores, recicladores, artesãos  e outros profissionais vão pouco a pouco se oferecendo para prestar serviços diversos.

As oportunidades de formação em “economia solidária” deram um “up” em suas vidas e muitos deles constituíram suas próprias microempresas. Outros dizem que os trabalhos que fazem chegam até eles através do “boca-a-boca” já que são conhecidos como bons trabalhadores e pessoas de confiança. A confiança é o mais importante, dizem todos eles.

Alguns deles apontam a necessidade de suporte para a confecção de orçamentos – eles sabem o que deve ser feito, sabem do material necessário e sabem o custo do serviço, mas a habilidade de colocar tudo isso no papel é que lhes falta. Uma reflexão necessária é relativa àqueles que não tem empresas formalizadas e ainda assim precisam, vez por outra, apresentar notas fiscais: qual poderia ser uma estratégia para dar conta disso?

Muitos tem celulares, mas o que apontam como a grande necessidade é a divulgação de seus trabalhos para que possam aumentar seu volume.

Ainda que não estejam constituídos como uma cooperativa, muitos deles trabalham numa espécie de rede de empresas, ou seja, quando me pedem um serviço que não é a minha especialidade, eu indico alguém que sei que trabalha bem e é de confiança e com isso estes grupos de profissionais atuam juntos.

Quando se assume um contrato de prestação de serviços, há a necessidade de compra de matéria prima e um esquema de crédito poderia ser o caminho, quem sabe via Banco do Povo.

Alguns apontam a necessidade de qualificação em outras áreas que não aquelas que são de seu domínio.

Este foi o ponto de partida para a construção de um Projeto que, inicialmente, estou chamando de Banco de Talentos.

O texto integral você encontra em  http://mmaconsultoria.com/?page_id=2809&preview=true

UMA NOVA ÓTICA DE ANÁLISE DA REALIDADE DAS PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA

15 de janeiro de 2017

Há cerca de 90 dias, muitas das reflexões que venho fazendo estão focadas na questão da identidade.

Tudo começou com uma preocupação com o “resgate da identidade” das pessoas em situação de rua, mas acabei indo além e venho buscando entender várias coisas no entendimento da construção da identidade de cada um de nós.

Lendo um livro de Amartya Sen – Identidade e Violência – me senti questionada quando ele aponta, logo no primeiro texto que a concepção de identidade influencia, de várias maneiras, nossos pensamentos e ações. Mas ele nos leva, também, a refletir que a nossa identidade é uma pluralidade de  filiações.

Citando Oscar Wilde, Sen  aponta que nossos “pensamentos são as opiniões de outras pessoas, suas vidas, uma imitação, suas paixões, uma citação.” Somo influenciados pelas pessoas com as quais nos identificamos e isso vai moldando nossa identidade.

RESGATANDO A IDENTIDADE DE PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA

Um dos pressupostos, quando se atua com pessoas em situação de rua, é que vamos encontrar prioritariamente pessoas com baixa autoestima, pessoas que não conseguem analisar o contexto vivido e com isso tem dificuldades em se posicionar politicamente.

Quero dizer a vocês que, nem sempre, isso é verdade. Aparentemente, este estado de coisas se alterou na medida em que se alterou a visibilidade política destas pessoas o que permite que eles analisem sua situação num contexto de exploração que é imposta pelo Capitalismo.

Uma reflexão sobre isso você encontra em  http://mmaconsultoria.com/?page_id=2802&preview=true