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DISCURSO E PRÁTICA NA ATUAÇÃO PROFISSIONAL COM PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA
jul 14th, 2019 by Magdalves

Até meados do século XX, nas diversas políticas sociais, havia um entendimento de que o profissional era aquele que sabia o que é melhor em cada situação, o que levava à desconsideração do que queria e do que achava aquele usuário que se aproximava dos serviços em busca de suporte para sua vida.

Quando este público eram pessoas em situação de rua, nem se cogitava escutar o que queriam dizer aqueles que viviam da mendicância. Seu atendimento era feito por Organizações Caritativas e só quando esta problemática aumenta é que passa a ser vista pelos governos.

Nas ações propostas pelas Políticas, uma das finalidades era o controle do sofrimento vivido por aquelas pessoas aliada a uma ênfase na reconstrução das relações afetivas e familiares que, segundo se entendia, era necessária para que estas pessoas retornassem ao seio da família de origem e deixassem de ser um “incomodo em situação de rua”

Quando a PNPR propõe que as ações a serem desenvolvidas devem se adequar às necessidades e desejos daqueles usuários, leva os profissionais a terem que lidar com problemas de duas naturezas:  a definição de critérios para o aceite desta autonomia e a escassez de recursos que exige que sempre se atenda apenas uma parte da demanda existente.

No processo de tomada de decisões dos profissionais, debatem-se dois tipos de referencial: um que ainda considera que a situação de rua é fruto de um modo de ser individual (a escolha, a rebeldia, o desinteresse por parte do usuário) ou coletivo (e na leitura deste coletivo, há um contraponto de nossos anseios pessoais que trás para o profissional a responsabilidade pelo acerto ou erro da ação proposta.

O discurso enquanto elemento da prática

A partir da consolidação da PNPR passou a ser “politicamente correto” afirmar-se que esta problemática é responsabilidade da sociedade e não do indivíduo isoladamente.

Este discurso afirma que a situação de rua é parte da questão social e que não se deve considerar estas pessoas como excluídos sociais já que são parte desta mesma sociedade.

Quando buscamos nos deter nas ações do cotidiano, no entanto, não é isso que identificamos.

O texto integral você encontra em  http://mmaconsultoria.com/?page_id=3344

PESSOAS COM DEFICIÊNCIAS E EM SITUAÇÃO DE RUA: O ENTRECRUZAR DE DIFICULDADES E ESTIGMAS
jul 6th, 2019 by Magdalves

As pessoas em situação de rua (PSR) compõem um universo bastante amplo já que estamos falando de um “grupo populacional heterogêneo que possui em comum a pobreza extrema, os vínculos familiares interrompidos ou fragilizados e a inexistência de moradia convencional regular, e que utiliza os logradouros públicos e as áreas degradadas como espaço de moradia e de sustento, de forma temporária ou permanente, bem como as unidades de acolhimento para pernoite temporário ou como moradia provisória”[1].

Sua identidade, como PSR, é construída a partir de inúmeras perdas que vão desconstruindo a pessoa que antes desse período tinha raízes familiares e sociais, respeito no meio profissional e desejos e sonhos.

Se nosso olhar partir do outro lado do cruzamento que estamos propondo, precisamos considerar pessoas com deficiência aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais em interação com diversas barreiras podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas”. Decreto 6949/2009.

O Censo de 2010, identificou 46 milhões de pessoas com deficiências no Brasil, sendo quase 14 milhões aquelas que tem deficiência motora.

Uma reflexão sobre este entrecruzar de dificuldades você encontra em  http://mmaconsultoria.com/?page_id=3338

 

[1] Decreto 7053/2009

MEDIAÇÃO DE CONFLITOS E POPRUA
maio 15th, 2019 by Magdalves

Para refletirmos sobre Mediação de Conflitos no âmbito da Política para População de rua, precisamos dar alguns passos atrás e retomarmos nosso entendimento sobre Relações Sociais.

Empatia com a Poprua

Muitas vezes, o discurso de que os serviços da Política para Poprua são de garantia de direitos não condizem com a realidade, na medida em que falta aos trabalhadores a capacidade para lidar com as particularidades deste segmento.

Muitos trabalhadores tem dificuldades em “colocar-se no lugar do outro”, na medida em que deixam-se contaminar pelas experiências passadas:

Já vi esse filme;

Esse aqui, eu conheço, ele sempre promete e não cumpre.

A consequência é a construção de regras rígidas, desconectadas da realidade da Poprua que impedem a construção de uma justiça de fato. Estes trabalhadores precisariam ser formados e sensibilizados para se colocarem no lugar do outro e saber vivem com as diferenças que um público heterogêneo como este sempre representa.

A reflexão integral está em   http://mmaconsultoria.com/?page_id=3298&preview=true

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