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MULHERES EM SITUAÇÃO DE RUA E O NÃO-ACESSO À PROTEÇÃO DA LEI MARIA DA PENHA
abr 14th, 2019 by Magdalves

Desde 2006, as discussões sobre a violência doméstica e sexual contra mulheres teve uma ampliação significativa em sua visibilidade, e o efeito mais  significativo foi deixarmos de considerar que “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher” e a tomarmos posição ao conhecermos a situação de fragilidade e violência na qual vive a maioria das mulheres em nosso país.

Dados divulgados pelo Monitor da Violência em 8 de março de 2019 indicam que, apesar da Lei Maria da Penha,  a violência contra a mulher permanece como a mais cruel e evidente manifestação da desigualdade de gênero no Brasil.

Apesar da redução de 6,7% no número de homicídios femininos entre 2017 e 2018 – que passou de 4.558 para 4.254 vítimas -, o percentual frustrou a expectativa diante dos dados divulgados na semana passada, que indicavam 13% de redução das mortes violentas em todo o país. Por que a redução da mortalidade feminina foi tão menor que a dos homicídios em geral? Se esta redução merece ser celebrada, vale lembrar que permanecemos como um dos países mais violentos do mundo para as mulheres. Estudo divulgado em novembro de 2018 pelo UNODC (Escritório das Nações Unidas para Crime e Drogas) mostra que a taxa de homicídios femininos global foi de 2,3 mortes para cada 100 mil mulheres em 2017. No Brasil, segundo os dados divulgados hoje relativos a 2018, a taxa é de 4 mulheres mortas para cada grupo de 100 mil mulheres, ou seja, 74% superior à média mundial.”

Se os avanços legislativos são uma grande conquista dos movimentos de mulheres, as políticas públicas implementadas para garantir seu cumprimento ainda se mostram frágeis.

O Cotidiano de Mulheres em Situação de Rua

 “Sozinha ou com homens, seu corpo maltratado, machucado, com um olhar apagado, cabelos enroscados, pele ressecada e marcada… […] que vida? De onde vem e para onde vai? O que ela foi no passado e o que lhe resta de vida neste corpo?”  (TIENE, 2004:59)

Uma reflexão sobre isto pode ser encontrada em  http://mmaconsultoria.com/?page_id=3309&preview=true

O COTIDIANO DAS PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA
mar 14th, 2019 by Magdalves

Ao pensar o cotidiano da população de rua não podemos desconsiderar o fato de que os Homens de Rua participam da vida de todo dia com toda a sua individualidade, toda a sua personalidade.

Tais homens e mulheres extraíram valores, normas e conceitos dos seus mundos de origem . Ao analisar esse novo viver, ainda que suponhamos que eles tenham repudiado seu passado, não podemos desconhecer que prevalecem valores parciais oriundos da comunidade de origem.

Vamos chegar mais perto e ouvir o que eles tem a dizer. Essa reflexão você encontra em http://mmaconsultoria.com/?page_id=3289&preview=true

A ÓTICA DE QUEM ESTÁ EM SITUAÇÃO DE RUA: Apontamentos a partir de relatos
mar 13th, 2019 by Magdalves

Nestes meus anos de acompanhamento de situações de rua, muitas vezes questionei o que poderia ser feito para que “escutássemos” de fato o que estas  pessoas tem a nos dizer.

Ainda que bem intencionados, nosso olhar parte de espaços institucionais e muitas vezes “cobramos” da Poprua que se comporte, se comunique e até pense de um jeito que facilita sua incorporação às propostas políticas que desenhamos.

Vou focar esta reflexão em aspectos institucionais, que muitas vezes impomos a estas pessoas, ainda que tenhamos a certeza de que isto não trará caminhos de resolução para suas vidas.

Parte de um texto maravilhoso de um Poprua chamado Elzo Pedra Matos você encontra em http://mmaconsultoria.com/?page_id=3284

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