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A ESCUTA QUALIFICADA DAS COMUNIDADES REVISITADA
dez 15th, 2017 by Magdalves

O ouvir é um ato físico de quem tem o sentido da audição, e eu ouço as palavras, os ruídos e tudo o que está ao meu redor. Diferentemente, o escutar implica em sentir o universo afetivo do outro, conhecer seu imaginário e seu cognitivo para, a partir disso, perceber o que de fato ele nos diz, compreendendo suas atitudes e comportamentos, suas ideias, valores, símbolos e mitos.

A escuta e o diálogo são habilidades próprias dos seres humanos, mas não podemos restringi-la apenas ao ouvir. O ouvir é instintivo, o escutar, não.

A escuta qualificada no contexto das políticas sociais pode ser uma ferramenta de valorização dos sujeitos envolvidos na construção de seu protagonismo social, num processo de participação responsável de todos.

Muitas pessoas, quando falam em Escuta Qualificada não atentam que o primeiro passo para chegarmos nela é diferenciarmos o ouvir do escutar. Escutar o  outro não é apenas ouvir o som de duas palavras mas entender seus gestos, seu modo de expressar, levando em conta o  reflexo em mim daquilo que está sendo colocado. Preciso escutar esse outro em mim e perceber as implicações desta comunicação.

Pierre Weil aponta que precisamos levar em conta a comunicação psicossomática inconsciente daquele que nos transmite algo por palavras, gestos, olhares para que consigamos fazer uma leitura real da realidade.

Quando escutamos geramos um mundo interpretativo e podemos dizer que este é um aspecto ativo do escutar.

Além das palavras, temos que estar atentos aos silêncios, aos sorrisos, aos olhares que podem expressar tristeza, descontentamento ou desconfiança.

Nosso escutar deve permitir a apropriação da história passada, conhecer desejos e demandas para o futuro e discutir juntos sobre as possibilidades já experimentadas e a experimentar.

Um texto de reflexão sobre isso você encontra em  http://mmaconsultoria.com/?page_id=2946&preview=true

GESTOR: LÍDER E CHEFE, PAPÉIS DIFERENCIADOS
jul 14th, 2017 by Magdalves

 

Liderar é a habilidade de levar pessoas a fazerem alguma coisa sem o uso da força que vem do poder pelo simples fato de que elas agem por sua livre e espontânea vontade ao se convencerem que aquilo deve ser feito.

Do mesmo modo que ocorre em outras situações no mundo animal, para vivermos em sociedade, precisamos de lideranças. As abelhas se organizam ao redor da abelha rainha, os lobos seguem o líder da alcateia, etc..

No nosso mundo, temos pessoas cujo papel é chefiar e outras pessoas que ainda que não tenham papel de mando, influenciam a todos por serem líderes.

Muito se fala das “chefias” e do modo de lidar com os vários tipos de chefe: é voz corrente que manda quem pode e obedece quem tem juízo.

No mundo de hoje, muitos setores buscam outras formas de relação que não a obediência por medo das consequências que sempre está presente quando se faz valer a força da hierarquia.

Buscam-se gestores que mais do que saber mandar, saibam inspirar seus colaboradores (e não subordinados). Bons líderes são mais difíceis de achar do que chefes e gerentes e isso traz um desafio para todas as organizações, sejam elas públicas ou privadas.

Dentre suas funções, o gestor planeja, organiza, reúne recursos, supervisiona e controla as ações sob sua responsabilidade.

O gestor é um chefe e chefes são pessoas às quais foi delegado poder, por uma autoridade superior. Ele deve ser capaz de levar seus subordinados a cumprirem suas ordens para que a ação desejada seja realizada. Ele tem que ter força para comandar e esta força tanto pode vir da delegação que recebeu como pelo  reconhecimento de sua capacidade naquele assunto.

As melhores ações são aquelas que são construídas a partir de diversos pontos de vista e isso implica num despir-se da autoridade e permitir que a solução buscada seja enriquecida com esse tipo de participação.

O bom gestor sabe descer da sua autoridade e acatar opiniões que diferem da sua, não tendo receio em confessar que não é o dono da verdade.  Afinal, os indus dizem que a verdade está encoberta por vários véus e cada um de nós  somente consegue abrir uma pequena fresta.

Na resposta política às situações a serem enfrentadas, é necessária uma etapa anterior na qual uma escuta qualificada permita conhecer as respostas que vem sendo dadas pelas pessoas a partir do bom senso para, a partir delas construir estratégias que possam se transformar em ferramentas da política social.

O texto integral você encontra em http://mmaconsultoria.com/?page_id=2884&preview=true

O DIAGNÓSTICO SOCIAL COMO FERRAMENTA NA APROPRIAÇÃO DO CENÁRIO DAS POLÍTICAS SOCIAIS
fev 14th, 2016 by Magdalves

 

Há décadas vem sendo consolidada a necessidade de apropriação da realidade como cenário na definição das Políticas
Sociais a serem implementadas.

Cada município precisa conhecer seu “pedaço”  para propor Políticas condizentes com a necessidade da sua “gente”.

Diferentemente, do que ocorria na década de 1990, nos dias de hoje, pode-se obter muitas informações que foram construídas pelo governo federal e se encontram disponibilizadas via internet. Mas, este é apenas o primeiro passo de um processo mais amplo que implica em ouvir a população local para que se possa identificar as melhores opções a serem implementadas pelas diversas políticas sociais.

 

Além dos dados físicos (demografia, perfil econômico, infraestrutura urbana) e da análise da ação das Políticas que vem sendo implementadas, há que se considerar a população alvo das ações: suas características, fragilidades e potencialidades,  suas necessidades e sonhos e isto implica num processo de escuta qualificada.

Uma primeira decisão a ser tomada é relativa à  amplitude  deste diagnóstico: não pode ser tão amplo que dificulte manter a objetividade necessária à construção do cenário e nem muito restrito que deixe de considerar aspectos necessários à formulação das políticas.

Ainda que nosso foco principal sejam as políticas sociais, é necessária uma aproximação da realidade socioeconômica que permita pensar em interfaces e em ações conjuntas.

Estes indicadores permitem conhecer um aspecto da realidade e, na construção do cenário para a Política Social eles devem fornecer dados socioeconômicos, da situação de saúde, habitação, educação, esporte, cultura e lazer, além da assistência social.

O texto integral você encontra em http://mmaconsultoria.com/?page_id=2478

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