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Relatos de Vivências
agosto 5th, 2012 by Magdalves

   Vivendo e aprendendo: o que guardamos na vida são as vivências

 Nos caminhos da minha vida, passei por muito lugares… e vou me apropriar da fala de um Homem de Rua para dizer o que isto significou:                                                                                                    Joá (assim era seu nome) vivia nos baixos do viaduto Sumaré quando foi “despejado”…  as coisas que disse aos técnicos mostravam uma história de vida incrível. Quase no final do diálogo, ele disse que iria viajar. Sobre a viagem, disse o seguinte:

“vou sair caminhando, eu, minha carroça e meu cachorro… onde estiver bom, a gente para um pouco, onde estiver ruim, a gente anda mais depressa…” 

Ele propunha uma viagem longa, já que não há pressa na medida em que nada está à sua espera quando ela terminar.                           Olhando de fora, pode parecer que as vivências que acumulei são dispersas, mas elas vão dialogando umas com as outras e contribuindo para o fortalecimento do profissional que sou hoje e que serei amanhã. Foi a partir destas vivências que passei a atuar como consultora junto a Prefeituras e ONGs e criei a MMA Consultoria.

VEJA COMO CONSTRUI MINHAS EXPERTISES

COMBATE À FOME – minha primeira preocupação com a situação de Fome de tantos é fruto da Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida.  Eu estava na coordenação do Movimento Nacional de Direitos Humanos, em 1993, quanto toda a sociedade foi convidada a construir esta história. Éramos cerca de 30 pessoas, vindas de muitas organizações, com visões as mais diferentes e acordamos  trabalhar juntos no combate à Fome. Lembro-me de uma frase do Plínio Sampaio:  não importa o que cada um de vocês vai fazer, contanto que faça. Distribuição de alimentos, alternativas de emprego, reforma agrária… todas estas propostas já estavam presentes naquele primeiro momento. Fomos à luta!  A experiência daqueles anos (1993 a 1997) me aproximou da realidade brasileira – Fome num país que tem alimentos para todos é ainda mais cruel… e me incentivou a continuar lutando contra a miséria.                                                                                                                   Depois de 97, continuei acompanhando esta luta, mas meus caminhos profissionais me levaram a outros locais onde trabalhei na gestão de políticas de combate à pobreza.   Acredito muito no FOME ZERO, na medida em que, a partir do envolvimento da sociedade civil, torna-se mais rápido o caminho de transformação da realidade de Fome vivida por tantos municípios. Logo que o Programa foi lançado, cheguei a esboçar uma proposta de como deveria ser implementado… se você estiver interessado/a, poderemos discutir nossos pontos de vista.

ELABORAÇÃO DE PROJETOS E CAPTAÇÃO DE RECURSOS – minha experiência na elaboração de projetos de captação de recursos foi quase toda ela adquirida no período em que eu era diretora da ABONG São Paulo. Além deste assunto ser demanda das ONGs, havia uma parceria com o Canadá (GETS – Grupo de Estudos sobre o Terceiro Setor) que possibilitou aprofundar estes conhecimentos na troca com companheiros e companheiras de outras ONGs e com os facilitadores do Canadá.  Ainda, em virtude do meu trabalho na ABONG, participei do Fundo Cidade: éramos um Comitê de Aprovação de Projetos que definia a aplicação de fundos a partir da discussão dos projetos apresentados pelas ONGs. Acho este tema apaixonante, se você também gosta, vamos conversar e ver se construímos um jeito de garantir os bons projetos que existem em nossas comunidades.

POLÍTICAS PARA  A  INFÂNCIA  E  A  ADOLESCÊNCIA – participando de um Centro de Direitos Humanos (Gaspar Garcia) e coordenando o Movimento de Direitos Humanos no Estado de São Paulo foi que eu cheguei ao Fórum Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente. Na mesma época, participava de um Grupo de Estudos no IEE – Instituto de Estudos Especiais, que assessorava os municípios do Vale do Paraíba, e ao mesmo tempo construía conhecimentos práticos que passaram a orientar os municípios que solicitavam apoio. Fui Conselheira Estadual entre 1993 e 1995, representando a sociedade civil (MNDH).  No período em que estive em Santo André, participei do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente como representante do governo. Em Santo André, há um processo de formação de lideranças populares a partir da Formação de Promotoras Legais Populares; neste curso, eu venho contribuindo nas aulas sobre Direitos da Criança e do Adolescente: já tivemos cinco turmas. O Fórum Estadual vêm lutando bravamente, mas a situação ainda é bastante grave em nosso estado. Precisamos pensar como fortalecer esta luta.   Ainda na construção de políticas de garantia de direitos de nossas crianças e adolescentes, venho participando de um processo muito rico no Grande ABC Paulista: o ABC INTEGRADO. A partir da iniciativa da Vara da Infância e da Juventude da Comarca de São Caetano do Sul, foi se formando uma articulação envolvendo juízes e promotores, conselhos de direitos e tutelares e prefeituras dos sete municípios da região que propunham uma ação voltada para a Erradicação do Trabalho Infantil. O que se objetiva é estabelecer as condições necessárias para a produção de competência operacional em uma área específica – o atendimento de crianças e de adolescentes em situação de rua e/ou em trabalho na rua, no sentido de induzir mudanças no modelo organizacional enfatizando o trabalho em rede local e regional, tendo em vista o princípio da incompletude institucional. A esse grupo se juntaram Universidades com atuação na região e foram construídos projetos que visam:

  • Instrumentalizar, sensibilizar e mobilizar os representantes dos sete municípios para as formas de participação e vivência coletiva na efetivação do projeto;
  • Construir protocolo técnico administrativo em cada um dos sete municípios para garantia da operacionalização de encaminhamentos e logísticas diversas que viabilizem o projeto;
  • Analisar os estudos pré-existentes em cada município sobre a situação das crianças e dos adolescentes em situação de rua e/ou trabalhos nas ruas como forma de subsidiar as atividades do projeto proposto;
  • Interagir com as experiências de atendimento de crianças e de adolescentes em situação de rua e/ou em trabalho nas ruas em curso em cada município, como forma de valorização dos esforços e a identificação de demandas por acertos. A partir de financiamentos da Fundação Telefônica e da Secretaria Especial de Direitos Humanos, a Fundação Projeto Travessia e a Universidade Metodista de São Paulo estão realizando os estudos voltados para o Diagnóstico da situação nos sete municípios.

POLÍTICAS VOLTADAS PARA PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA – comecei a observar os Homens e Mulheres que viviam nas ruas quando atuava na Igreja de Santa Ifigênia, em São Paulo. Meus primeiros mestres neste assunto foi a equipe da OAF, principalmente Fortunata e Cristina, e a própria população com a qual tínhamos contato. Quantas saudades! Quando o PT assumiu o governo municipal de São Paulo pela primeira vez, fiz parte da equipe que pensava a política municipal voltada para este segmento.  Foram quase 16 anos, durante os quais convivi com eles e busquei refletir sua realidade que documentei numa Dissertação de Mestrado que, num processo de reelaboração de texto gerou o material que coloquei aqui no blog à disposição de vocês.                             Entre 2003 e 2004, gerenciei durante nove meses o Projeto.Oficina.Boracea  que é uma instrumento para que políticas de saúde, cultura, educação, geração de trabalho e renda e assistência social alcancem pessoas em situação de rua.  Os resultados são muito rápidos e se pode ver a cada dia novas pessoas que, a partir de um apoio institucional, conseguem construir alternativas de sobrevivência.

GERAÇÃO DE TRABALHO E RENDA – Da distribuição de alimentos e do trabalho de organização dos Homens e Mulheres de Rua, meus caminhos me levaram à discussão das alternativas da sociedade civil para dar conta da ausência de postos de trabalho. Durante os anos de doutorado (1997 a 2001) estive refletindo estas realidades. Minha Tese de Doutorado foi escrita a partir da vivência de um grupo de trabalhadores do setor calçadista de Birigui, interior de São Paulo. “Trabalhador Empresário, Empresário Trabalhador, um cotidiano construído passo a passo”  e também está disponível neste blog.

POLÍTICAS DE COMBATE À POBREZA/EXCLUSÃO SOCIAL – no final do meu Doutorado, fui trabalhar na Prefeitura de Santo André. Foram quase quatro anos nos quais eu aprendi muito. Desde a proposta de governo, passando pelas discussões conceituais que são permanentes, até a operacionalização a partir de uma estratégia de gestão diferenciada das outras Prefeituras, ter estado próxima deste grupo foi um privilégio muito grande.  Durante todo este tempo, trabalhei num Programa que começou como Projeto Piloto e se expande para a cidade levando aos moradores das favelas “todas as políticas juntas, ao mesmo tempo e no mesmo lugar”.  A grande inovação – reconhecida e premiada internacionalmente – é a estratégia de gestão integrada, descentralizada e participativa a partir de uma estrutura matricial. Ainda que não esteja mais no quadro da Prefeitura, acumulei, nestes anos, uma experiência que, sem dúvida, vai estar presente na minha atuação profissional daqui para a frente.

MOBILIZAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL – a militância no PT do centro de São Paulo me levou a aprofundar as discussões sobre Movimentos Sociais e Populares e a atuar na formação de lideranças dos grupos que objetivam a transformação da sociedade buscando maior justiça. Cursos de Formação de Formadores, tanto para a militância dos movimentos populares quanto dos quadros do partido foram importantes para me ajudar a construir a minha leitura político partidária. Por outro lado, o período em que estive diretamente responsável pela Ação da Cidadania me levou a conviver com grupos os mais diversos o que pode ter ajudado meu processo de formação pessoal no que diz respeito ao respeito às diferenças e aceitação das diversas linguagens.

DESENVOLVIMENTO LOCAL, INTEGRADO E SUSTENTÁVEL –  Acredito que a superação das situações de fome e miséria somente ocorrerão pelo fortalecimento das comunidades locais e com isso acho fundamental a discussão que vem sendo travada no país voltada para o Desenvolvimento Local, Integrado e Sustentável. Participei de grupos de estudo tanto na PUC/SP quanto na FGV/SP e tenho buscado estar presente em discussões que vem ocorrendo no país, como por exemplo as EXPO BRASIL.  Estes grupos vem construindo  uma nova  metodologia que, sem dúvida, estarão a serviço das transformações que buscamos. Para acompanhar esta discussão, acesse www.rededlis.org.br

ONTOLOGIA DA LINGUAGEM – Em 2001, cursei  “The art of Business Coaching” (ABC), tornando-me coaching organizacional. Este curso, capacita para identificar e dissolver os obstáculos que os indivíduos e as equipes têm no seu desempenho e na sua capacidade de aprendizagem. A proposta é inaugurar uma modalidade de gestão capaz de gerar confiança, sentido de responsabilidade e compromisso, impecabilidade no desempenho e alta capacidade de inovação e criatividade.  Este curso objetiva transformar seus participantes em observadores diferentes e mais poderosos dos fenômenos organizacionais, gerando competência para gerar novas ações que melhorem o rendimento. Espera-se que consigam transformar positivamente o ambiente de trabalho através do desenvolvimento de processos de intervenção, aplicando as técnicas e ferramentas básicas aprendidas no curso. Mais informações, você pode obtê-las com a Newfield Consulting através do http://www.newfield.com.br/


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