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CARNAVAL: FOLIA E GERAÇÃO DE TRABALHO E RENDA
Fevereiro 14th, 2018 by Magdalves

ORIGEM DO CARNAVAL

Até pouco tempo atrás, o Brasil era conhecido no exterior como terra do Futebol e do Carnaval, e mesmo hoje, quando temos a vergonha de ser conhecidos pelos escândalos de corrupção permanente, esta festa ainda tem um significado muito expressivo.

Apesar de muita resistência em tempos mais antigos, o Carnaval acabou por se impor no calendário religioso da Igreja Católica e sua data é marcada a partir da Quaresma.

Não se pode negar que os quatro dias de folia são absolutamente envolventes: seja curtindo a folia, seja fugindo para um espaço de descanso, ninguém passa indiferente por estes dias.

Se engana quem pensa que o Carnaval é uma festividade que surgiu no Brasil. Sua história remonta à Antiguidade Clássica.

“Em Roma, a Saturnália seria a festa equivalente ao carnaval. Nela um “carro naval” percorria as ruas da cidade enquanto pessoas vestidas com máscaras realizavam jogos e brincadeiras. Segundo outra corrente, o termo “carnaval” significa o “adeus à carne” ou “a carne nada vale” e, por isso mesmo, traz em sua significação a celebração dos prazeres terrenos. Em outras pesquisas, alguns especialistas tentam relacionar as festas carnavalescas com os rituais de adoração aos deuses egípcios Ísis e Osíris”.(SOUSA)

Apesar de muita resistência, principalmente das alas mais conservadoras da Igreja, em 1091, o Carnaval foi incorporado nas tradições do cristianismo, passando a marcar um período de festividades que aconteciam entre o Dia de Reis e a quarta-feira anterior à Quaresma.

É na Idade Moderna que surgem os bailes de máscaras e são incorporados carros alegóricos a esta festa.

Em Portugal, o Carnaval vem sendo comemorado desde o século  XV e foi trazido para o Brasil pelos portugueses, ainda no tempo do Brasil Colônia.

“Segundo alguns autores e historiadores, o Carnaval da Madeira, em Portugal, que remontam ao período áureo da produção de açúcar, no século XVI, e a sua ligação aos escravos enquanto porto de passagem de bens e pessoas, teria acompanhado a expansão do comércio internacional açucareiro no Atlântico a partir daquela ilha, influenciando as tradições carnavalescas do Brasil com as tradições e expressões lúdicas madeirenses.´(Wikipédia)

 

CARNAVAL NO BRASIL

Os primeiros eventos carnavalescos no Brasil ocorreram em Pernambuco, no século XVII. Trabalhadores que atuavam na insipiente indústria açucareira, em especial os carregadores de mercadorias, formavam cortejos, carregando caixões de madeira e vinham cantando pelas ruas: foi este o início das marchinhas de carnaval.

No final do século XVIII, estas manifestações já ocorriam em todo o território nacional, ainda que a maioria da elite, que vivia na corte imperial, considerasse que era uma festa suja e violenta. Ainda que discordassem, estes senhores liberavam seus escravos para a folia  que consistia em brincadeiras e folguedos que variavam de acordo com os locais e os grupos sociais.

A brincadeira de jogar líquidos uns nos outros foi o primeiro passo para o surgimento de lanças perfume e de sangue do diabo que era um líquido preparado com amônia que parecia manchar de vermelho, mas cujo efeito desaparecia por si mesmo em pouco tempo.

Com a vinda da corte portuguesa para o Rio de Janeiro, surgiram as primeiras tentativas de “civilizar” aqueles festejos, e grande parte da inspiração vinha da influência da cultura francesa: bailes, passeios mascarados e tudo controlado a partir de um forte esquema de controle policial.

A partir de 1830, crescem as proibições, sempre com a intenção de acabar com a festa popular, considerada grosseira pela Elite.

No final do século XIX tornam-se mais visíveis os grupos carnavalescos que se organizam como cordões, ranchos ou blocos.

“Em 1890, Chiquinha Gonzaga compôs a primeira música especificamente para o Carnaval, “Ô Abre Alas!”. A música havia sido composta para o cordão Rosas de Ouro que desfilava pelas ruas do Rio de Janeiro durante o carnaval”. (Wikipédia).

É nesta época que surgem os Bailes de Carnaval onde os foliões iam fantasiados e mascarados, com disfarces inspirados nos bailes de máscaras parisienses. As fantasias mais utilizadas eram de Pierrot, Arlequim e Colombina, originárias da Commedia dell’arte.

O maior carnaval do mundo, segundo o Livro dos Recordes, é o Carnaval do Rio de Janeiro. Por outro lado, o Carnaval de Olinda e Recife é considerado o mais democrático e culturalmente diverso do  país: os bonecos de Olinda, o frevo e omaracatu dão o tom do carnaval pernambucano e, segundo o Guinness (1995) o maior bloco carnavalesco do mundo é o Galo da Madrugada.

A principal característica do  Carnaval de Salvador são os trios elétricos, onde se apresentam diversos artistas e vão percorrendo três circuitos carnavalescos da cidade. Há ainda, os blocos afro que desfilam mostrando sua alegria e sua cultura.

O desfile das escolas de samba de Manaus ocorre num sambódromo com capacidade para 100.000 pessoas, o maior do país.

Vitória, no Espírito Santo, realiza seus desfiles no Sambão do Povo.

CARNAVAL COMO DENÚNCIA

Brasil vive um clima de revolta e indignação em virtude do golpe que tirou a Presidenta Dilma e colocou em seu lugar Michel Temer.

Se parte da sociedade concordou com que aconteceu, então, com o passar dos meses, mesmos estes estão assustados com os horrores que estamos vivendo.

A corrupção é enorme e políticos são comprados para garantir o poder a estes canalhas. Há problemas no executivo, no legislativo e no judiciário.

Neste Carnaval, 2018, esta crise tomou as ruas do país: escolas de samba e blocos carnavalescos levaram para as avenidas, em especial do Rio de Janeiro e São Paulo, flashs dessa realidade de modo que ninguém pode calar.

O caso mais emblemático veio de uma pequena escola do Rio de Janeiro – Paraiso do Tuiuti que ligou toda uma podridão que existe no país num enredo que pergunta:  Meu Deus, Meu Deus, Está extinta a Escravidão?

A escravidão dos negros, e o Brasil foi o último país a dize-la abolida; juntou-se às novas medidas propostas como reforma trabalhista; e somou-se ainda a outras propostas indecorosas como a reforma da previdência.

O judiciário que deveria ser o guardião da constituição aparece neste cenário como mais um espaço vendido onde juízes tem práticas que nada lembram seus discursos. Estamos bem servidos.

O carnavalesco daquela escola diz que sua intenção era conseguir falar com a população e pedir a ela que pense um pouco. Que pense com sua cabeça e não repetindo aquilo que a Mídia escrita, falada e televisada busca introduzir como verdade.

Num carro alegórico, um presidente “vampiro”, uma comissão de frente composta de negros acorrentados , e não faltou a ala dos batedores de panela.

Não deu outra:  este desfile ganhou as redes sociais de todo o país discute o que vai acontecer daqui para a frente.

Mas, vamos aproximar nossa lente um pouco mais.

Carnaval em São Paulo

Por  volta de 1870, com o enriquecimento proporcionado pela expansão cafeeira, o Carnaval paulista passou a apresentar mudanças. Ainda que o caráter das festas continuasse a ser visto como religioso-profano, a população pobre das pequenas cidades interioranas manifestava-se por meio de danças e músicas.

 “o primeiro cordão carnavalesco paulistano foi criado por Dionísio Barbosa em 1914 e chamava-se Cordão da Barra Funda (posteriormente Camisa Verde e Branco). A influência dos cordões foi determinante para as primeiras escolas de samba de São Paulo na mesma medida em que os ranchos influenciaram as escolas cariocas.” (Wikipédia)

 

Em São Paulo e em várias grandes e pequenas cidades, as escolas de samba fazem desfiles organizados, verdadeiras disputas para a eleição da melhor escola do ano segundo uma série de quesitos. Com o crescimento vertiginoso dessas agremiações o processo de criação se especializou gerando muitos empregos concentrados, principalmente, nos chamados barracões das escolas de samba.

CARNAVAL COMO GERAÇÃO DE TRABALHO E RENDA

Podemos afirmar, sem medo de errar, que Carnaval é um acontecimento na vida dos brasileiros e tem reflexos em diversos setores econômicos como a hotelaria, turismo, artesanato e até mesmo no emprego de profissionais qualificados como arquitetos, engenheiros elétricos, especialistas em moda, historiadores e outros.

O Carnaval não é apenas folia e descanso e sua influência econômica se estende a setores como a venda de alimentos e bebidas, o comércio e os bares e restaurantes, sendo um período do ano que gera emprego e rendas extras em diferentes regiões do Brasil.

Meses antes dos marcados pela folia, amplia-se o número de trabalhadores permanentes e temporários que se ocupam para dar conta do brilho esperado de blocos, trios elétricos e escolas de samba

Para 2018, a Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizados e Trabalho Temporário (Asserttem) apontam que estas festas espalhadas pelo País geram milhares de empregos temporários..

Costureiras, aderecistas e marceneiros se somam a vendedores, recepcionistas, atendentes, garçons, motoristas e auxiliares de serviços gerais para dar conta da preparação dos grupos e da recepção dos turistas e veranistas.

“Em 2013, o impacto da festa carioca chegou até Cuiabá. A prefeitura da capital do Mato Grosso patrocinou o desfile da Mangueira, e empresários locais tiveram a oportunidade de incrementar seus negócios. O produtor de eventos Caíque Loureiro, que vê o Carnaval como um período forte para a sua empresa graças às festas do interior do estado, vai vender, em Cuiabá, fantasias que serão utilizadas no desfile da Mangueira, além de ingressos para quem quiser assistir ao evento na Sapucaí”. (Economia do Carnaval)

Hotelaria e Agências de Viagem

Apesar dos tempos de crise geralmente impactarem diversos setores da Economia, é  um pouco diferente o que ocorre com o Turismo.

As empresas estão otimistas com o Carnaval de 2018, principalmente quando comparam com o movimento fraco nos anos anteriores. No último mês, houve um aumento na compra de pacotes para o carnaval.

Representantes das Agências consideram que houve um aumento expressivo (cerca de 10%) na procura antecipada por viagens de carnaval. Em 2018 é possível perceber pessoas se organizando com antecedência para esta festa., diferentemente do que ocorreu em 2017, quando as viagens eram decididas em cima da hora.

O setor hoteleiro também está comemorando e há uma expectativa de que em Salvador, rio de Janeiro e Recife a ocupação fique entre 90% e 95% da capacidade dos hotéis.  Nos anos de crise, não chegava a 80%.

As companhias aéreas também estão destinando um número maior de voos extras para os dias do carnaval, em cerca de 40% para os primeiros dias de fevereiro.

No turismo espera-se que o carnaval de 2018 marque o início de uma retomada constante em melhorias no setor.

Fantasias

No setor de fantasias, a movimentação é intensa tanto pela contratação de profissionais de diversas partes do País, quanto pela busca de soluções criativas que caibam no orçamento das agremiações. Nos últimos carnavais, a saída encontrada por algumas foi o reuso de materiais resgatados do carnaval passado e também a confecção de fantasias a partir de outros materiais reciclados.

Venda de alimentos e bebidas

A cada ano, o período de Carnaval provoca a inscrição de muitos  ambulantes, não obrigatoriamente com registros como empresa, que se mobilizam na venda de alimentos e bebidas aos foliões.

Para trabalhar nas ruas, estas pessoas precisam se inscrever junto às Prefeituras e, geralmente, acabam sendo obrigadas a somente venderem bebidas das empresas patrocinadoras do Carnaval.

RIO DE JANEIRO[1]

Para o carnaval de 2018, as escolas de samba do Rio de Janeiro receberão R$ 8 milhões como incentivo repassado pelo Ministério do Cultura através da  Caixa Econômica Federal, conforme disposto na Lei Rouanet.

“É um dinheiro que flui por toda a sociedade, irriga a economia como um todo, chegando a muita gente”, destacou o ministro, acrescentando que o Carnaval envolve diversos setores, como hotéis e transporte. Estudos chegam a identificar no Carnaval o acréscimo de R$ 2 bilhões na economia do Rio de Janeiro.

Desde sua posse, em julho, Sá Leitão se reuniu com várias empresas para conseguir os recursos necessários ao carnaval do Rio de Janeiro. Agora, a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) precisa corrigir itens da proposta protocolada para que seja permitida a liberação dos recursos.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Agentes de Viagem (Abav), o Rio de Janeiro foi a cidade com mais pacotes de folia vendidos no País no início do ano, superando destinos consagrados como Salvador.

São Paulo[2]

O Carnaval de São Paulo, o segundo mais importante do País, levou muitos anos para se firmar e atrair turistas. Hoje, existem na cidade 69 escolas de samba divididas em quatro grupos, além de grandes blocos.

Para atender às necessidades desse público – a grande indústria do Carnaval –, o comércio de São Paulo se preparou e aposta no faturamento.

Fantasias, confetes, máscaras e artigos carnavalescos podem dar, em apenas um mês, o impulso do faturamento de um ano inteiro para o comércio segmentado de alguns lojistas.

Fato esse que é sentido na prática pelo lojista Pierre Sfeir, que possui três estabelecimentos especializados em festas, localizados na região da 25 de março, na capital paulista.

“O Carnaval é o campeão de vendas. É a maior festa nacional. Ele passa do Natal, da Festa “O Carnaval é o campeão de vendas. É a maior festa nacional. Ele passa do Natal, da Festa Junina, do Halloween e de todas as festas. A partir de março vai começar o período difícil e nós vamos aproveitar o que tivemos de lucro para aguentar até outubro,” declara o lojista.

De acordo com o professor de finanças do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), Nelson de Souza, para o segmento, a festa representa aproximadamente 40% das vendas de um ano inteiro destas lojas, opinião compartilhada por Sfeir, que declara ter um aumento de 40% no faturamento comparado aos outros meses.

No período carnavalesco, o proprietário afirma ter uma expansão considerável na movimentação de clientes, que chegam até a 4 mil por dia na semana de vendas mais fortes, enquanto que, em época habitual, as lojas recebem entre 150 e 200 clientes por dia.

Além do maior fluxo de vendas no período, os lojistas também movimentam as contratações, as quais são iniciadas meses antes do Carnaval, a fim de atender à demanda dos clientes.

Já para as grandes redes, que optam por disponibilizar um espaço restrito em suas lojas para o comércio de fantasias e enfeites de Carnaval, e que não têm nestes itens a força das vendas, o impacto é bem menor, conforme avalia o economista-chefe Marcel Solimeo, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). “Nestas grandes redes, não chega a ser significativo o resultado. A gama variada de produtos é muito grande e não é o forte deles esses itens restritos. Eles servem mais para trazer o público à loja”, explica o economista.

O Programa Avançar vai liberar R$ 40 milhões para as obras da Fábrica do Samba, Zona Norte de São Paulo. A primeira etapa do  empreendimento está praticamente finalizada e já teve um investimento de R$ 40 milhões. Nessa segunda-feira (27), o ministro do Turismo, Marx Beltrão, e o prefeito de São Paulo, João Doria, vistoriaram o local.

Iniciadas em 2012, as obras foram paralisadas por falta de recursos. Em setembro deste ano, receberam a liberação de R$ 20 milhões. Agora, estão cerca de 80% concluídas.

“A Fábrica do Samba vai gerar 1,5 mil empregos durante o ano inteiro, sem falar no ganho de imagem por meio do carnaval que a cidade de São Paulo vai ter. O último carnaval movimentou R$ 150 milhões na economia local de acordo com dados da Prefeitura”, disse o ministro do Turismo.

Depois de concluída, a Fábrica vai abrigar as 14 escolas de samba do Grupo Especial de São Paulo, a menos de 3 km do Sambódromo do Anhembi, junto à Ponte da Casa Verde. A área total tem cerca de 64 mil metros quadrados. Dividida em três blocos, ela contará com 14 barracões, área administrativa, o Memorial do Samba, salas de aula e área externa. (Min. Turismo)

Fábrica de Sonhos

Muitos meses, muita criatividade, esforço e trabalho são necessárias à preparação que antecede o Carnaval.

O Processo de criação vivido pelas Escolas de Samba torna os bastidores desta festa um processo significativo que é vivido por muitos carnavalescos.

Bibliografia

 

SOUSA, Rainer Gonçalves – Origens do carnaval, em Mundo da Educação. Capturado na internet em janeiro de 2018.

WIKIPÉDIA – Carnaval do Brasil. Capturado na internet em janeiro de 2018.

GOVERNO DO BRASIL – Economia do Carnaval Capturado na internet em janeiro de 2018

ABEOC – Especial Carnaval. Capturado na internet em janeiro de 2018.

SRZD – Conheça os bastidores do Carnaval. Capturado na internet em janeiro de 2018.

G1 – Carnaval 2018. Capturado na internet em janeiro de 2018.

 

[1] Texto capturado na internet

[2] Texto capturado na internet.


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