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Quem é esta Poprua
junho 23rd, 2016 by Magdalves

FESTAS DE CARNAVAL: DOS TEMPOS DA MINHA INFÂNCIA AOS DIAS DE HOJE

Neste ano de 2016, completo 74 anos mas ainda me encanto com o período do Carnaval que para alguns é tempo de folia e para outros momento de recolha, de retiro e reflexão.

Nestas sete décadas da minha vida, o Carnaval já foi tudo: tempo de folia, tempo de descanso e tempo de ficar assistindo à alegria dos outros. As lembranças são muitas e é com elas que pretendo conversar neste texto, buscando situar este período de Carnaval na vida de pessoas em situação de rua.

O convite que esta reflexão faz a você é de ampliação da sua visão: até onde você vem enxergando a poprua como uma parte da sociedade

O caminho de volta para o convívio com a sociedade e para o mercado de trabalho exige um esforço de cada uma destas pessoas em situação de rua, mas a quebra de barreiras para que eles consigam “sair do gueto” é tarefa de cada um de nós.

A reflexão integral você encontra em http://mmaconsultoria.com/?page_id=2472

QUEM SÃO ESTAS “PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA”? – bastante heterogênea, nesta população encontramos famílias e pessoas sós, adultos, crianças e adolescentes, trabalhadores, desocupados e aqueles que entram e saem do mercado. Crônicos e caídos se misturam àqueles que ainda lutam por um lugar ao sol.  http://mmaconsultoria.com/?page_id=280

IDENTIDADE OU ESTIGMA: aprofundando a discussão sobre as pessoas em situação de rua – vivendo um cotidiano diferente do dia-a-dia dos demais trabalhadores, as “pessoas e situação de rua vivem no limiar da marginalidade, sendo culpabilizados por isso. Que reflexos isto tem na construção do seu eu? Veja: http://mmaconsultoria.com/?page_id=272 

A RUA COMO FORMA DE VIDA: o significado deste apropriar-se do espaço público – condições de vida, alternativas de sobrevivência, como é este viver no sub-mundo sendo desprezado pela sociedade? http://mmaconsultoria.com/?page_id=270

VIVER SEM MORAR: Realidade cruel das pessoas em situação de rua – Artigo escrito para uma revista discorre sobre as dificuldades de quem não tem um local que possa chamar de seu, aqueles que vivem ora aqui, ora ali e que são expulsos de tudo, todos os dias. Como reconstruir a vida, andando o dia todo com aquele pouco que possuem numa sacola… Você pode encontrá-lo aqui mesmo no http://mmaconsultoria.com/?page_id=282

VIAGEM AO MUNDO DOS HOMENS DE RUA – Texto escrito a partir da Dissertação apresentada para obtenção do  título de Mestre em Serviço Social (1994) reflete  sobre as representações sociais que estes Homens e Mulheres fazem de seus vínculos afetivos. No dia a dia, eles se relacionam com os outros, com o mundo real, e nesta vivência constroem  o seu pensar e o seu agir, reconstruindo a realidade a partir das relações sociais existentes. O mundo cotidiano é modificado pelo agir desses Homens e Mulheres que, em contrapartida, são transformados pelas conseqüências de suas ações e pela ação de outros homens e mulheres. Você pode encontrá-la no  http://mmaconsultoria.com/wp-content/uploads/2012/08/dissertacao.pdf

HOMENS DE RUA, AQUELES QUE NÃO MORAM – Texto relativo às condições de moradia das pessoas em situação de rua. Publicado em Tempo e Presença n° 267 – ano 15 – RJ, CEDI, 1993 e que você encontra no http://mmaconsultoria.com/?page_id=284

ESMAGADOS PELA DISCRIMINAÇÃO – A ambiguidade da reação da sociedade na relação com pessoas em situação de rua. Enxotados por causa da sua situação de desocupação num país onde o numero de desempregados supera a casa do milhão. Texto publicado, em 1989, pela AGEN, Agência de Notícias vinculada à Arquidiocese São Paulo, e você o encontra no http://mmaconsultoria.com/?page_id=266

BOCAS DE RANGO – Pessoas em situação de rua chamam de “bocas de rango”  aquelas ações filantrópicas ou não que permitem a quem vive na penúria se alimentar ao menos uma vez ao dia. A Prefeitura de São Paulo entende que estas ações devem ser proibidas. Como reage a sociedade paulistana? http://mmaconsultoria.com/?page_id=264

A DIMENSÃO ESPIRITUAL NA VIDA DAS PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA – Ainda que se fale da necessidade de trabalhar com estas pessoas o resgate da autoestima, isso é feito visando sua readequação à sociedade mais do que voltada para uma leitura integral destas pessoas como seres humanos com desejos, sonhos e costumes enraizados na infância. Ao o buscar o atendimento numa destas organizações com conotações religiosas, elas se veem em um ambiente que exige manifestações de fé moldados numa religião que não é a sua. Uma reflexão sobre a expressão de  fé destas pessoas encontra-se em  em http://mmaconsultoria.com/?page_id=1154

RELAÇÕES AFETIVAS E A VIDA NAS RUAS –  O homem é um ser em relação: precisa viver em sociedade, estar com o outro. O apareça lá em casa pra tomar um cafezinho é costume cultural que reafirma o caráter acolhedor do nosso povo. Quem não pode receber o outro, parece-nos um ser inferior. O modo dos homens e mulheres receberem as pessoas de certa forma, mostra-nos a sua condição de classe.  Neste viver na rua, passa-se a buscar apenas o abrigo e a proteção. Não se trata mais do espaço de construção do ser. O sonhar e o definir o modo de viver são desejos a serem esquecidos. Vamos refletir um pouco como fica o “receber”  para quem não tem um teto? O texto completo está em  http://mmaconsultoria.com/?page_id=825

AS PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA TEM GÊNERO – A maioria das mulheres que conheci na rua eram mulheres vindas das classes mais baixas da população.  A vida nas ruas, muitas vezes, é a saída para livrar-se tanto da violência doméstica quando da violência sexual sofrida intrafamiliarmente. Algumas chegam às ruas após um período de prostituição em bordéis: expulsas quando passam a “render menos” a saída possível é o viver nas ruas. Fortes, sabendo brigar bem mas que, quando ligadas a um companheiro, assumem uma posição submissa num papel da fêmea que serve. Sua responsabilidade é conseguir ou fazer comida para o grupo do qual seu homem é líder. Quando refletimos as questões de gênero e, ao redor do 8 de março, isso é bem forte entre nós, quero inserir este público na discussão. O texto completo está em http://mmaconsultoria.com/?page_id=793

VOCÊ ACREDITA QUE A POPRUA CONSEGUE SAIR DAS RUAS?  este artigo propõe uma reflexão sobre a postura do trabalhador que atua junto a pessoas em situação de rua.Para fazer um bom trabalho, o profissional precisa conhecer os mecanismos de que dispõe: abrigos, espaços de qualificação profissional e encaminhamento a trabalho, atendimento relativo a saúde básica e dependência química, e outros. Mas, esta é apenas a primeira parte. A principal característica do bom profissional é a relação que ele estabelece com este homem ou esta mulher, visando conhecer sua história de vida para em conjunto com ele/ela buscar caminhos que respondam às suas demandas. Uma das maiores dificuldades, a meu ver, é quando este profissional está desanimado, descrente no que se refere às possibilidades de sucesso da empreitada que precisa audácia e confiança para chegar a bom termo. O texto integral está em http://mmaconsultoria.com/?page_id=1279

TEMPO DE NATAL E A POPRUA – Você deve estar se perguntando porque estou juntando Natal e Poprua. E, eu te digo que estamos em dezembro, as ruas das cidades enfeitadas, a televisão mostrando imagens e tocando músicas que falam do Natal.

Nasceu Jesus que veio até nós trazer uma esperança de um mundo de justiça e paz. Tempo de entendimento entre Igrejas de diversas confissões, o amor deveria estar no ar.

Mas, nem sempre é assim. Há muita gente cuja única preocupação nesta época são os presentes que vão oferecer a familiares e amigos. É tempo de brindes que as empresas fornecem numa tentativa de fidelização.

Você já pensou o que acontece com estas pessoas em situação de rua no Natal? Veja: http://mmaconsultoria.com/?page_id=1971

IDOSOS EM SITUAÇÃO DE RUA – O primeiro artigo da lei que define a Política Nacional para População de Rua, em seu parágrafo único define que esta população é

grupo populacional heterogêneo que possui em comum a  pobreza extrema, os vínculos familiares interrompidos ou fragilizados e a inexistência de moradia convencional regular, e que utiliza os logradouros públicos e as áreas degradadas como espaço de moradia e de sustento, de forma temporária ou permanente,   ou como moradia provisória.

Uma das heterogeneidades desta população é que ela engloba todas as faixas etárias, o que significa que esta Política tem que assegurar atenções diferenciadas já que há diferenças nas necessidades demandadas pelas pessoas nas diversas faixas etárias.

Desde 2003, o Brasil conta com um instrumento significativo na defesa de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos: o estatuto do Idoso[1].

Estudo realizado pelo Observatório de Política Social da SMADS  visando traçar o perfil dos idosos que são atendidos em Albergues e Abrigos da cidade, conveniados com a PMSP/SMADS constataram que dentre estes usuários “predominam pessoas do sexo masculino (87,4%),  brancas (56,1%), solteiras (54,6%), com idades entre 60 e 69 anos (81,1%), sem deficiência física (95,9%) e em sua maioria proveniente do estado de São Paulo (44,1%). Este mesmo estudo aponta que “a proporção de mulheres vai diminuindo conforme aumenta a idade: de 60 a 64  corresponde a 6,1%, na faixa de 80 ou mais são 0,9%.

Vamos refletir a esse respeito? Veja http://mmaconsultoria.com/?page_id=1804

[1] Lei 10.741, de 2003.

PARTICULARIDADES E SINGULARIDADES DE PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA: UM UNIVERSO POUCO EXPLORADO –
A singularidade da poprua se constrói na universalidade, sendo o campo em que esta mesma universalidade se concretiza mediada pela particularidade.  A Política Nacional para a População de Rua (decreto 7053/2009) se propõe a garantir um determinado padrão de qualidade nos serviços à poprua. A construção de propostas políticas para pessoas em situação de rua exige dos profissionais uma leitura das particularidades deste universo cuja heterogeneidade é um desafio a mais nesta tarefa. Mas no trato com estas pessoas em situação de rua, precisamos ir além das particulares deste universo na medida em que cada pessoa é singular.  Uma reflexão sobre isso está em  http://mmaconsultoria.com/?page_id=1788.

PÁSCOA E O DESEJO DE VIDA NOVA DE PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA

Muitas pessoas “festejam”  a Páscoa, considerando-a um tempo de descanso como se fossem miniférias e onde podem se regalar com comidas gostosas e aproveitar para consumir quantidades enormes de chocolate. O  comércio enche nossos olhos e ativa nossa gula e nos leva a querer aqueles ovos enormes e gostosos que a gente vê nas lojas. Na verdade, para quem tem fé em Jesus Cristo, a “celebração” da Páscoa é muito mais do que isso. Celebra-se a renovação, a vida nova e a passagem da situação de escravidão para a liberdade. Na verdade, não se pode celebrar a Páscoa descolada da conversão enfatizada no tempo de quaresma. O texto que se encontra em  http://mmaconsultoria.com/?page_id=1786 é breve, despretencioso e apenas visa lembrar este aspecto da atenção que se deve ter com pessoas em situação de rua.

VOCÊ JÁ PENSOU NA LIBERDADE DAS PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA? – No decorrer da história da humanidade, inúmeras foram as lutas em busca de liberdade. Dependendo da época e de pensadores diversos, temos interpretações do que estamos nomeando de liberdade. Cotejar a voz corrente que sugere que viver na rua é opção, com dados da Fundação Seade que aponta que 21,6 % abandonam casa e família em busca de independência e liberdade, levou-me, em 1992, a entrevistar Homens de Rua sobre o sentido dessa liberdade.  O texto integral está em  http://mmaconsultoria.com/?page_id=1312 

O CRACK E AS PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA – Para refletirmos sobre os desdobramentos do uso do crack pelas pessoas em situação de rua, precisamos primeiro entender um pouco do como se desenvolveu no Mundo  e no Brasil esta questão da drogadição. O Programa Federal Crack, é possível vencer propõe ações em três eixos (prevenção, cuidado e autoridade) e quando fazemos a leitura desta proposta na ótica das pessoas em situação de rua precisamos adequar cada um destes eixos para buscarmos ações que sejam efetivas. Além de situar esta problemática na cidade de São Paulo, nossa reflexão é sobre  os três Eixos propostos pelo Programa Federal, sugerindo-se ações em cada um deles quando o público a ser atingido são pessoas em situação de rua. Você encontra esta reflexão em http://mmaconsultoria.com/?page_id=882. 


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