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COMO VOCÊ GERE SEUS ESTADOS DE ÂNIMO?
setembro 15th, 2014 by Magdalves

Homens e mulheres são seres dotados de corpo, emoções e linguagem, que se interconectam,  guardando entre si uma relação de coerência e afetando uns aos outros. É a partir da emocionalidade que consideramos possível ou impossível algum caminho e isso nos predispõe à ação no tempo e no espaço.

“A emocionalidade é o pano de fundo emocional em que nos movemos durante o nosso dia-a-dia. Esse pano de fundo influencia a nossa forma de ver o mundo através de uma predisposição para nos abrir caminhos ou fechar caminhos.” (Almeida, 2012)

Quando pequeninos, antes mesmo que nos ensinassem a leitura de sinais de linguagem, aprendemos a ler o corpo das pessoas que nos cercavam. Nossos pais foram os primeiros a nos mostrar este aspecto das pessoas.

Lembro-me de uma situação embaraçosa: meu filho tinha cerca de quatro anos e eu andava muito irritada com situações que não tinham a ver com ele, mas estava impaciente, e ainda que nunca o tivesse espancado, dava mais palmadas do que seriam necessárias.

Procurando me conter, eu o chamei para “conversar”  e falava com ele, possivelmente, rosnando por estar com muita raiva.  Meu pequenino me deu uma lição, quando disse: “mãe, larga de papo e bate duma vez!”  Sem dúvida, ele me conhecia o suficiente para fazer a leitura do que meu corpo dizia e resolveu abreviar a tortura.

Analisar estas relações interpessoais pode ampliar nosso autoconhecimento e servir de bússola para a resolução de conflitos internos,  fortalecendo nossa rede de relacionamentos.

Neste artigo, me proponho a refletir com vocês sobre as várias facetas da emocionalidade, entendendo que muitas das nossas ações e reações são ditadas por ela mais do que pelo racional.

Para compreender as pessoas e suas reações, precisamos estar atentos à sua vida emocional. Neste refletir, pretendemos trabalhar diferenciadamente o significado das emoções e dos estados de ânimo.

Emoções  e estados de ânimo

Fenômenos ocasionais, de alta intensidade e breve duração, as emoções são experiências subjetivas, associadas ao temperamento, personalidade e motivação. São elas que dão significado a nossas vivências quando respondem às situações experienciadas.

Trata-se  de  respostas  a  situações experienciadas e são elas que dão significado a estas vivências.

As emoções básicas são raiva, medo, tristeza, alegria, afeto. Dependendo de sua gradação, o medo se configura como pavor, pânico, apreensão, preocupação ou ansiedade.

Segundo Echeverria, Maturana sustenta que “as emoções e os estados de ânimo são predisposições para a ação”. (Echeverria, 1998:276)

Mais do que discutir estas emoções, o que pretendemos é refletir sobre os resultados destas emoções, ou seja, que comportamentos são fruto delas. Na nossa reflexão sobre inteligência emocional, vamos nos deter nas relações interpessoais no meio social, na família, na comunidade e no trabalho.

Mas o que são estados de ânimo?  São estados emocionais gerais e persistentes que influem no nosso modo de ver o mundo. Estados de ânimo são difusos, de baixa intensidade e longa duração e podem não ter causa conhecida.

 “Quando falamos em estados de ânimo, estamos nos referindo a uma emocionalidade que nos remete necessariamente a condições específicas e que, portanto, normalmente não estão relacionadas com acontecimentos determinados.  Os estados de ânimo vivem nos estados emocionais a partir do qual atuamos” (Echeverria, 1998:273)[1]

 

Além de estar associado a um horizonte de possibilidades e a um espaço de ações, ainda que involuntariamente, sempre cotejamos este horizonte de possibilidades com o estado de ânimo em que nos encontramos, o que de certa forma condiciona nossas ações.

Os estados de ânimo são fatos da vida e os encontramos em toda parte. Ou seja, sempre estamos em algum estado de ânimo e nem isso é uma escolha e nem podemos controlá-lo ou mudá-lo. Estou feliz! Estou preocupado! É como se o estado de ânimo nos controlasse.

Especialistas classificam os estados de ânimo em quatro blocos:  dois positivos (animado e satisfeito) e dois negativos (desanimado e insatisfeito).  Quando estou satisfeito, sinto orgulho, entusiasmo, alegria ou satisfação; e quando estou insatisfeito, sinto irritação, desprezo,aversão ou inveja.

Quando estou animado, sinto serenidade, esperança, interesse ou surpresa e quando estou desanimado sinto culpa, vergonha, medo e tristeza.

Pessoas

Cada pessoa tem um jeito de ser, um modo de ver a vida e de se colocar quanto em relação com outras pessoas.

Aparentemente, algumas são expansivas, barulhentas, no geral alegres e chamam a atenção sobre si onde quer que estejam. Outras são tímidas, quietas, parece que nem querem ser vistas ou percebidas e tem dificuldades em se colocar em público.

Existem os “pseudos-expansivos” e aqueles tímidos que estão apenas esperando um espaço para se colocarem brilhantemente.

O pseudo-expansivo é aquela pessoa que faz muita marola, agita tudo em torno do que está fazendo, mas se você prestar bem a atenção vai perceber que ela tem uma espécie de escudo que a mantém escondidinha e procura não deixar a maioria das pessoas romperem a barreira que permitiria conhecer quem de fato são.

Gerindo nossos estados de ânimo

 

Em alguns momentos de nossa vida, nos sentimos incomodados com nossas relações com outras pessoas.

Pense num de seus grupo de referência – trabalho, família ou amigos – e tente lembrar um daqueles momentos em que deu uma sugestão que não foi aceita e pouco tempo depois  viu uma sugestão semelhante ser dada por outra pessoa e ser aceita por todos.

A primeira sensação é de irritação, mas ao pensarmos no que aconteceu ficamos com uma sensação de amargo na boca: porque não aceitaram o que eu propus?  Se a mesma proposta, vinda de outra pessoa teve a adesão de todos, o que eles recusaram foi a mim?  Por que isso aconteceu?

Pode-se dizer que esta mágoa que pode ou não ampliar nossa irritação (emoção) contribui para a instalação da raiva como estado de ânimo.

Já que não podemos mudar nosso estado de ânimo, o que podemos fazer é buscar visualizá-lo e desenvolver uma capacidade de intervir nele a partir de ações que possam mudá-lo.

Mas, como lidar com isso?



[1] Tradução livre.


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