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A BUSCA DA FELICIDADE COMO ÍNDICE SOCIAL
janeiro 20th, 2014 by Magdalves

“Entre o azul do céu e o verde do mar, o navio ruma o verde-amarelo pátrio. Três horas da tarde. Ar parado. Calor. No tombadilho, entre franceses, ingleses, argentinos e ianques está todo o Brasil (evoé, Carnaval!)”.[1]

 

No momento em que vem sendo desenvolvidos estudos para criar um Índice de Felicidade Interna Bruta no Brasil, estamos nos propondo a refletir um pouco sobre diversas análises que apontam o Carnaval como a maneira contemporânea de vivermos a nossa versão de “pão e circo”.

No mundo todo, festeja-se o carnaval que foi trazido até nós pelos portugueses. Brincar, jogando perfume – saudades dos “lança-perfumes” – e fazendo todo tipo de folias.

Pouco a pouco, foi sendo criada uma indústria do Carnaval que começa no ano anterior e leva o ano inteiro definindo adereços, fantasias, alegorias e escolhendo músicas-tema.  Muitas pessoas, divertem-se nas quadras das escolas e assistindo aos ensaios técnicos, que preparam o “maior show da terra”.

Trevo e bonecos gigantes em Olinda e Recife, trios elétricos em Salvador, marchinhas e blocos em Minas Gerais, desfiles de escolas de samba em São Paulo e Rio dão o tom desta festa.

Muito se diz, como se fosse uma brincadeira, que o ano só começa depois do Carnaval. E em 2014, ainda por cima, é ano de Copa e com isso haverá momentos dedicados aos jogos. Será que carnaval e futebol funcionam como ópio do povo?

Como fica o cotidiano das pessoas que, apesar de curtirem carnaval, futebol, etc., tem dificuldades em encontrar a felicidade concreta?

Vinicius de Moraes lembrava que a felicidade é passageira, e que a tristeza não tem fim.

 “A felicidade é como a gota de orvalho numa pétala de flor, brilha tranquila, depois de leve oscila, e cai como uma lágrima de amor. A felicidade do pobre parece a grande ilusão do carnaval: a gente trabalha o ano inteiro,por um momento de sonho, pra fazer a fantasia, de rei ou de pirata ou jardineira, pra tudo se acabar na quarta-feira.”

 

Definição na web aponta a felicidade como“emoção básica caracterizada por um estado emocional positivo, com sentimentos de bem-estar e de prazer, associados à percepção de sucesso e à compreensão coerente e lúcida do mundo”.

As pessoas sempre almejaram a felicidade, e a leitura que fazem do que seria necessário para serem felizes podem ser agrupados segundo alguns temas como liberdade, bem estar físico e condições de vida e trabalho.

Os itens necessários à felicidade são diferenciados entre pessoas com escolaridades diferenciadas e afetados dependendo da espiritualidade vivida no dia-a-dia.

Na década de 90, quando discutíamos o socorro a parcelas da população que viviam em situação de miséria, muitos grupos da Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida [Campanha do Betinho], parafraseando música dos Titãs, apontavam que as pessoas não queriam só comida, precisavam de comida, trabalho e liberdade.

Felicidade Interna Bruta, um índice

Sexta economia no que se refere ao Produto Interno Bruto mundial, o Brasil é apontado como 25º no ranking de felicidade que é composto por 33 indicadores e busca o equilíbrio em nove macro áreas.

Um grupo de pesquisadores da FGV – Fundação Getúlio Vargas de São Paulo iniciou estudos visando a construção de um Índice de Felicidade Interna Bruta adequado à realidade brasileira.

Segundo Carvalho,

“enquanto os modelos tradicionais de desenvolvimento têm como objetivo primordial o crescimento econômico, o conceito de FIB se sustenta sobre quatro pilares: a promoção de um desenvolvimento socioeconômico sustentável e igualitário; a preservação e a promoção dos valores culturais; a conservação do meio-ambiente natural e o estabelecimento de uma boa governança.” (2010:271)

 

Nesta leitura, nossa busca da felicidade deveria estar baseada num desenvolvimento socioeconômico sustentável que respeite os desejos e as necessidades dos seres que ali habitam, a garantia de valores culturais, neles incluídas festas como Carnaval e momentos como as Copas, e uma boa governança de modo a termos políticas que respondam àquilo que a sociedade espera.

O que seria necessário para a felicidade de todos? Que condições deveriam estar garantidas para que as pessoas, de fato, encontrassem a felicidade. Esse é o “x” da questão. Vamos pensar em alguns tópicos.

Moradia e felicidade

Música de Gilberto Gil aponta dificuldades de acesso a moradia digna quando diz:

 “Nos barracos da cidade, ninguém mais tem ilusão, no poder da autoridade de tomar a decisão”.

Desde 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos já previa a moradia como direito, mas foi apenas no ano 2000 que foi aprovada uma emenda parlamentar no Brasil para incluir este direito no artigo 6º da Constituição Federal. A partir daí, os brasileiros passaram a ter o “direito formal”  à habitação adequada. Mas passados 13 anos esta ainda é uma utopia a ser alcançada.

Moradia digna não é apenas ter um teto para morar, mas implica a garantia de uma infraestrutura básica: água, esgoto sanitário ou fossa séptica e coleta de lixo e até dois moradores por domicílio. Censo 2010 (IBGE) aponta quase 2,3 milhões de brasileiros (4,7%)  vivendo sem estas mínimas condições[2]. O mesmo Censo aponta em 30 milhões (47,5%)  os domicílios brasileiros (27,3 milhões de pessoas) sem estes serviços em seus domicílios.

O pior quadro é encontrado na região Norte (16,3% de domicílios adequados). O melhor quadro está na região Sul (68,9% de domicílios ligados à rede de saneamento básico) seguido da Região Sudeste (59,35%).

Em termos de cor da pele, 63% dos brancos vivem em domicílios adequados enquanto este percentual é de 45,9% entre pretos e 41,2% entre pardos.

A busca da felicidade, no quesito moradia implica não apenas na construção de unidades para dar conta do déficit habitacional mas na expansão dos serviços públicos de distribuição de água, redes de esgoto, energia elétrica, pavimentação, etc..

Puxando a brasa para a minha sardinha, quero lembrar aqui dos Programas de Moradia Provisória voltados para pessoas em situação de rua. O Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome – MDS definiu,em 2012, regras a serem implementadas até 2014 definindo o funcionamento de Abrigos, Repúblicas e outras estratégias voltadas para o suporte habitacional. A meu ver, há que se analisar sua adequação a realidades de cidades enormes como São Paulo e se pensar critérios de fiscalização para garantir a qualidade destes atendimentos.

Trabalho, renda e felicidade

 

“Trabalho, escola, estudos, ocupações, pré-ocupações, assim vamos vivendo, passando rapidamente pelo tempo. Sem perceber, constatamos que deixamos muitas coisas boas para trás. Que a vida não para, que a vida não volta: o que se fez está feito, o que não se fez se perdeu no espaço e no tempo”. (Pedroso)

 

Quando perguntamos a alguém o que faz do seu tempo, muitas vezes recebemos a seguinte resposta “vivo para trabalhar, trabalho para viver”. E, muitas vezes essa é uma resposta triste, de certa forma stressada de quem não se sente feliz com o rumo que deu a sua vida.

Se o homem e a mulher buscam a felicidade, podem precisar repensar o sentido que dão ao seu trabalho cotidiano.

Que trabalhador sou? Dependendo de nossa formação e escolaridade, podemos responder a essa pergunta desfiando títulos e diplomas que impressionam aos incautos e passam a eles uma imagem da nossa sabedoria. Por outro lado, há seres pouco escolarizados que responderiam a esta pergunta de outra forma.

Há quase trinta anos, numa reunião de que participava, um trabalhador disse assim: “sou azulejista porque sei ser azulejista”. Ele se referia à falta que fazia ter uma carteira profissional que atestasse sua competência profissional.

Além de refletir sobre o tipo de trabalho que fazemos, precisamos pensar no uso do tempo em nossas vidas.  O dia de 24 horas deveria ter tempos equilibrados para descanso, trabalho, lazer e ócio.

Quando o trabalho se estende para mais de oito horas, e às vezes pega muito mais horas, diminui tempos de descanso, lazer e ócio. E isso sem contar a dupla jornada das mulheres que além de trabalhar profissionalmente, ainda tem tarefas domésticas no trato com a casa, no cuidado com filhos e maridos.

Como refletir a felicidade no trabalho?  Um de meus tios avôs dizia que estava errado gostar de trabalhar. Na sua ótica, se  Deus criou o trabalho como castigo, gostar de trabalhar é gostar de ser castigado e isso é errado: há que se trabalhar, mas deve-se estar sempre contrariado com isso.

Há pessoas amargas que afirmam detestar o trabalho que fazem, enquanto há trabalhos que trazem prazer e podem ser vistos como um tipo de felicidade.

Trabalhos que trazem prazer, possivelmente, são aqueles que trazem o reconhecimento de nossa competência, atestam o capricho e o esmero em trabalhar bem e se aproximam dos resultados e impactos esperados.

Eu, como assistente social, me sinto feliz quando vejo melhorias na vida de pessoas que conheci profissionalmente, pois, ainda que saiba que esse sucesso não é mérito meu, mas resultado do esforço pessoal deste homem ou desta mulher, é muito bom ter partilhado esta transformação.

Qual o valor monetário do trabalho? Vivemos num sistema capitalista em que sempre há um maioral que “fatura” em cima do nosso esforço diário. Se refletirmos sobre o modo como a sociedade está organizada, podemos perceber claramente que a extração da mais valia somente deixará de acontecer se mudarmos o sistema.

Mauro Iasi, um profissional em formação política, se utilizava de diversas dinâmicas para levar ao entendimento de que “não adianta maquiar”.  Numa delas, ele criava, hipoteticamente, uma fábrica onde o empresário não tinha nada de explorador, tudo o que era proposto, era implementado, e concluía nos mostrando que ainda assim o lucro em cima do trabalho era enorme.

Se analisarmos a remuneração do trabalhador, podemos identificar ainda algumas outras questões:

  • Em 2010, o rendimento médio das famílias vivendo em domicílios adequados era de R$ 3.537,95. O ganho nas moradias semiadequadas era de R$ 1.746,35. Nas casas inadequadas, o valor era de R$ 708,94.
  • Estudos comprovam que, praticamente em todos os países, a remuneração das mulheres é muito inferior à dos homens. Segundo o IPEA, em 2005, homens com as mesmas características observáveis e inseridos no mesmo segmento do mercado de trabalho que as mulheres recebiam remuneração 56% maior. Esses diferenciais declinaram 2 pontos percentuais (p.p.) entre 2001 e 2005, o que pode, portanto, ter contribuído para o recente declínio no grau de desigualdade de rendimento do trabalho”.(Barros, 2007:14)
  • A análise do diferencial por cor indica que o grau de discriminação também é elevado, embora seja bem inferior ao correspondente diferencial por gênero. Em 2005, brancos com as mesmas características observáveis e inseridos no mesmo segmento do mercado de trabalho que os negros recebiam remuneração 11% maior. Entre 2001 e 2005, esses diferenciais também declinaram em 2 p.p. (idem)

Formação profissional e encaminhamento a emprego se alternam com a busca de criação de pequenos negócios.  Mas para gerir seu próprio negócio há a necessidade de mais do que capacitação, há que se ter acesso a financiamento para montagem da infraestrutura e há que se ter espírito empreendedor.

Educação de Qualidade e felicidade

Para refletirmos sobre educação de qualidade e felicidade, precisamos primeiro deixar claro o que entendemos por educação e por educação de qualidade.

Na educação o foco, além de ensinar, é ajudar a integrar ensino e vida, conhecimento e ética, reflexão e ação, a ter uma visão de totalidade. Fala-se muito de ensino de qualidade. Muitas escolas e universidades são colocadas no pedestal, como modelos de qualidade. Na verdade, em geral, não temos ensino de qualidade. Temos alguns cursos, faculdades, universidades com áreas de relativa excelência. Mas o conjunto das instituições de ensino está muito distante do conceito de qualidade.

O maior desafio é construirmos uma educação de qualidade que integre todas as dimensões do ser humano: o sensorial, o intelectual,o emocional, o ético e o tecnológico; somente assim, será possível uma transição entre o pessoal e o social.

Mais do que capacitar para o trabalho, devemos formar para a vida, para que as pessoas possam usufruir do progresso da humanidade tanto em termos tecnológicos como culturais e políticos.

Na busca da felicidade, devemos educar para a liberdade, para que as pessoas tenham condições de escolha nas pequenas e nas grandes coisas. De certa feita, preparando um trabalho de faculdade, entrevistei algumas pessoas de rua sobre o que era liberdade para eles, e obtive muitas respostas interessantes, mas uma mulher (Carol) me impressionou muito pois, pedindo que aguardasse um pouco,pôs-se a balbuciar antes de construir sua resposta:  ter onde dormir, ter o que comer, poder ir e vir, ter um trabalho, contar com amigos e família… pode ligar o gravador, disse ela, e começou a dizer – liberdade é…

Até aonde, nos nossos processos educacionais, ouvimos o que as pessoas tem a dizer, procuramos entender como eles se sentem? No meu entendimento, educação para a felicidade implica em tudo isso e muito mais.

Ambientes saudáveis e felicidade

Perguntada sobre suas condições de vida e saúde,a maioria das pessoas fará observações sobre o acesso a atendimento médico, deixando de lado um aspecto fundamental na garantia de uma vida saudável que é o ambiente.

Quando a conversa gira em torno do ambiente, geralmente, focamos no espaço externo, esquecendo-se que em 80% dos nossos dias estamos confinados em ambientes fechados.

O que há no ambiente externo que deveria ser analisado?  Em primeiro lugar a existência de poluição do ar e da água. Tudo o que ponderamos é que temos a necessidade de estar nas grandes cidades e, quando há dias livres como feriados ou férias, pensamos fugir para lugares onde este ambiente é mais saudável. Praias e montanhas passam a estar alinhados a momentos de descanso e lazer e nem sempre tem a duração necessária para diminuir nosso stress e nos restaurar para começar tudo de novo.

Além de água e ar, há todo um componente de violência urbana que vai de acidentes de trânsito a assaltos. Numa primeira leitura, citamos estas situações como sendo próprias do meio urbano, mas elas também podem ocorrer no espaço rural ou no litoral.

Poucas são as pessoas que, para seu descanso, optam por ir “pro meio do mato”, buscando locais onde a natureza ainda é primitiva, onde não há luz elétrica, onde a água é dos córregos e não encanada.  É divertido viver assim, principalmente se sabemos que é por pouco tempo e que, quando quisermos, iremos voltar para o nosso mundinho com todas as inovações e tecnologias que costumamos acessar.

Mas o que dizer dos espaços de vida de famílias pobres?  Faltam escolas, postos de saúde, policiamento, esgotamento sanitário… e ainda é na vida destas pessoas que ocorrem com mais frequência as situações de desabamentos, enchentes e inundações. Para sermos felizes no quesito saúde, precisamos acesso a atendimento de saúde básica, mental e acesso a serviços.

Outro aspecto necessário à manutenção da nossa felicidade no quesito saúde refere-se às relações familiares e comunitárias. No corre-corre do dia a dia, precisando trabalhar mais horas do que seria saudável, a convivência familiar e comunitária fica prejudicada e com ela nossa felicidade.

Diversidade cultural e felicidade

Mesmo num mundo globalizado como o que vivemos, é muito importante o diálogo permanente entre local e global. No nosso entendimento, se queremos refletir sobre a diversidade cultural e felicidade, precisamos levar em conta os costumes locais e ainda por cima respeitar os costumes daqueles migrantes que tendo deixado sua terra, trazem dentro do coração aquele modo de ser e viver que aprenderam quando lá estavam.

País com dimensões continentais, o Brasil possui uma vasta diversidade cultural construída na convivência, nem sempre tão pacífica, de europeus, negros e indígenas. Significativa também é a convivência dom italianos, japoneses, alemães e árabes.

Esta mistura de muitos povos é responsável pela riqueza de nossa culinária, danças, expressão artística e mesmo religião que conformam a cultura brasileira.

No trato com populações mais pobres, durante muitos anos, buscou-se desconstruir estes imaginários, forçando-os a um modo de vida que não era seu.

Nossos chorinhos, pagodes, sertanejos, funks e outros ritmos foram pouco a pouco ganhando espaço junto à população que coloca suas demandas por melhorias na qualidade de vida nas letras que são cantaroladas por jovens de diversas classes sociais.

Liberdade em relação à expressão de gostos e sentimentos pode ser  um dos caminhos na construção e na expressão da felicidade.

Satisfação com a vida e felicidade

Sendo os setes humanos multidimensionais, a satisfação com a vida não pode se pautar apenas em questões materiais, mas deve levar em conta as dimensões emocionais e espirituais.

As emoções positivas são auto-realizadoras e podem potencializar o uso de talentos, capacidades e potencialidades tanto em benefício do próprio ser como alcançando o bem de todos que vivem no seu entorno.

Homens e mulheres auto-realizados tem maior clareza da realidade e aceitação de si mesmos, promovem relações mais satisfatórias e seu senso de humor constrói ambientes agradáveis, tornando a todos mais felizes.

Muitas vezes, sentindo-se infelizes, homens e mulheres buscam felicidade no mundo das drogas, mas esta é uma felicidade irreal, falsa, que trás uma satisfação momentânea, seguida de um sentimento de frustração que pode levar à depressão.

Para ser feliz, de fato, é necessário compreender o sentido da vida, aceitar as dificuldades existentes e buscar construir saídas para as situações que nos desagradam.

Somente, então, poderemos ser atores significativos na construção de um mundo melhor para todos.

Boa governança e felicidade

 

“O setor público deve contribuir para aumentar a eficiência da economia e promover distribuição mais equânime das oportunidades e dos recursos”.(Paiva, 2012)

Eficiência e eficácia de um governo, que configuram boas governanças, deveriam ser garantias de fornecimento de bens e serviços públicos como educação, saúde, assistência social, segurança pública entre outros.

Na medida em que o papel dos governos é ser ponte para que a sociedade acesse benefícios, quando pensamos em boa governança e felicidade precisamos ter como parâmetros a garantia de direitos fundamentais além da participação política.

Na conceituação da ONU, um governo bom e democrático é aquele que atua com transparência, que tem eleições livres e que presta contas à população e que não tem corrupção.

“A boa governança promove a igualdade, a participação, o pluralismo, a transparência, a responsabilidade e o Estado de Direito, de forma efetiva, eficiente e duradoura. Ao pôr em prática estes princípios, vemos a realização de eleições livres, justas e frequentes, legislaturas representativas que fazem e supervisionam as leis e um judiciário para interpretá-las.” (ONU)

Alcançar um padrão como este é condição para garantia de credibilidade no diálogo com outros países.

A maior ameaça para este cenário é, sem dúvida, a corrupção que tem como contrapartidas a violência, a pobreza e ataca as liberdades fundamentais.

Considerações finais

 

Ser feliz tem um caráter duradouro que difere do “estar contente” que é apenas transitório. É feliz aquele que tem garantidos seus valores, tem clareza de seu projeto de vida e entende que pode transformá-lo em realidade. É aquele que sonha, mas não sonha junto e que sabe que seu sonho será a realidade do amanhã.

O maior objetivo de nossa vida é alcançar a felicidade. Sobreviver é pouco, ainda que seja o que conseguimos em alguns momentos enquanto construímos a felicidade futura.



[1] Amado, Jorge – O PAÍS DO CARNAVAL, SP, Cia das Letras, 1966.

[2] Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os oito municípios detentores do maior número de favelas são: São Paulo, com 612; Rio de Janeiro, com 513; Fortaleza, 157; Guarulhos, 136; Curitiba, 122; Campinas, 117; Belo Horizonte, 101; e Osasco, 101.


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