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A DIMENSÃO ESPIRITUAL NA VIDA DE PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA
dezembro 15th, 2013 by Magdalves

Muito se tem falado sobre aspectos a serem analisados quando focamos pessoas em situação de rua, mas, na maioria das vezes, nossa preocupação restringe-se a questões objetivas: retorno ao mundo do trabalho, inserção em algum tipo de moradias que permitam que eles parem de adentrar nossos olhos, e alguns outros aspectos.

Ainda que se fale da necessidade de trabalhar com estas pessoas o resgate da autoestima, isso é feito visando sua readequação à sociedade mais do que voltada para uma leitura integral destas pessoas como seres humanos com desejos, sonhos e costumes enraizados na infância.

Muitos dos trabalhos sociais, coordenados por Organizações da Sociedade Civil, e feitos com pessoas em situação de rua tem como motivação a fé, ou seja, a motivação para assumir ações nesta causa baseiam-se em conotações religiosas.

Muitas vezes, ao buscar o atendimento numa destas organizações com conotações religiosas, elas se veem em um ambiente que exige manifestações de fé moldados numa religião que não é a sua.

O discurso destas organizações menciona a responsabilidade coletiva como origem desta situação de miséria, entendendo que o indivíduo chegou á situação atual por forças que não consegue controlar ou pela existência de uma instabilidade emocional e afetiva que os incapacita para responder aos papéis inscritos no sistema global.

A reflexão que queremos propor neste artigo é relativa à expressão de fé destas pessoas.

Espiritualidade e Religião

A espiritualidade é uma dimensão da pessoa humana que traduz o modo de viver característico de alguém que busca alcançar a plenitude da sua relação com o transcendental.  Segundo o dicionário Aurélio, espiritualidade vem de espírito que é a parte imaterial do ser humano: a alma. Para a maioria das religiões, o espírito é o sopro que nos move, é a energia da vida.

A espiritualidade expressa meu relacionamento com o mundo, como outro, comigo mesmo e com Deus. A espiritualidade é a força que me motiva, a dinâmica que se constrói a partir de minhas vivências diárias e que define o comportamento de cada um de nós.

Existem inúmeras religiões, cada uma delas com seus ritos, seus dogmas e seu modo de ser, e são os valores construídos a partir delas que vão servir de base para a visão de mundo de cada um destes seres humanos.

A grande maioria das pessoas, desde sua infância, recebe em sua socialização primária aqueles elementos que vão construindo sua espiritualidade e vão definindo seu modo de se relacionar com uma determinada religião. Esta religião trará elementos para definição de sua consciência moral e as normas éticas que devem balizar seu comportamento.

Ainda que divirjam em alguns pontos, a maioria das religiões apresenta se aproxima nas relações que faz entre amor e sofrimento, culpa e perdão e vida e morte.

Na busca dos caminhos que conduzam à liberdade e à justiça, o principal ponto convergente diz respeito ao meu comportamento em relação ao outro[1].

Grosso modo, podemos dizer que todas as religiões denunciam a exclusão e buscam globalizar a solidariedade entre as criaturas de Deus, ainda que haja polarizações sobre o modo de realizar isso.

O diálogo inter-religioso vem conseguindo superar algumas destas polarizações e conseguindo construir uma proposta ecumênica que se baseia em alguns princípios: o cuidado com a vida, o comportamento ético, a justa medida (equilíbrio e sensatez), a centralidade do amor e o sentido último da vida.

Mais do que filosofar, estes diálogos buscam apresentar figuras concretas que pretendem ser exemplos de vida com amor, compaixão, paciência, tolerância, capacidade de perdoar e compromisso com as responsabilidades de melhorar o mundo em que vivemos.

Desafios no trato com estes rituais

Entendendo que rituais são ações expressivas de anseios comuns ligados a valores comuns, mas expressados coletivamente,  e considerando a força da linguagem simbólica como meio de expressão, no trato com pessoas em situação de rua é indispensável a busca do entendimento do significado e da memória dos rituais vividos na infância e na adolescência.

Em algum tempo e em algum estrato social, esses homens e mulheres foram socializados primariamente. O nascer, cada um deles tornou-se membro da sociedade e, a partir das relações sociais e da filtragem dos outros significativos, eles assumiram,modificaram e criaram um mundo que passou a ser o seu mundo.

Este processo de exteriorização, objetivação e interiorização gestou uma identidade que, apropriada por cada um deles, inseriu-os não apenas em esquemas motivacionais e interpretativos, mas definiu um linguajar e uma espiritualidade que, sem dúvida, vão acompanhá-los por toda a vida.

Refletindo sobre isso, lembro-me de um trecho da minha Dissertação de Mestrado onde eu dizia:

“Os homens de rua, do nada fazem tudo. No privatizar o espaço público, reconstroem na rua a casa que não conseguem ter.

No “mocó”, pedaços de um velho sofá ajudam a perceber o que seria a sala. Se prestarmos atenção, poderemos ver a imagem de um santo, às vezes,enfeitada com flores…”

Na mesma Dissertação, apontei algumas maneiras de agir de grupos de rua que trazem laivos de costumes presentes em nossa sociedade:

“O homem é um ser em relação: precisa viver em sociedade, estar com o outro. O apareça lá em casa para tomar um cafezinho é costume cultural que reafirma o caráter acolhedor do nosso povo. […] O modo dos homens e mulheres receberem as pessoas, de certa forma, mostra-nos a sua condição de classe. A classe alta recebe suas visitas na sala: afinal, o lugar bem cuidado mostra a que chega o quanto temos e como sabemos viver bem. O pessoal mais simples, recebe-nos diretamente na cozinha, lugar acolhedor onde o calor  do fogo e o cafezinho nos fazem sentir o quanto somos bem vindos”.

Mas é no modo de receber que pode-se perceber a presença dos costumes do tempo em que ter casa ainda era uma realidade.

“Tão logo você chega, surgem roupas limpas e cobertas ou papelão para que você possa arrumar um lugar limpo para sentar-se. A pinga, o cigarro, refrigerante e, dependendo do horário, comida, são imediatamente oferecidos. Neste receber, garantem o clima de paz durante a permanência em sua companhia, impedindo que aconteçam brigas ou outras situações que possam ser embaraçosas. Se você ficar para dormir, alguém acordado, garantindo sua segurança e sem dúvida todos terão a gentileza de oferecer seu cobertor para que você não sinta frio”.

A maioria destas saídas de casa ocorreu em virtude da necessidade de busca de campos de trabalho. A dificuldade em reconhecer que não se conseguiu vencer, o não assumir o “fracasso”, inicia um processo de ruptura biográfica.

O distanciamento dos outros significativos que povoaram a infância e mesmo a juventude, muitas vezes, se dá com a intenção de preservação do eu interior.

“Meus pais não merecem me ver chegar desse jeito. Vou primeiro vencer na vida, depois eu volto”.

A fala acima é de Fernando, uma semana antes de morrer assassinado. Esta espécie de ruptura biográfica é um processo tenso, pois permanece latente o querer saber de casa. Por outro lado, num mecanismo de defesa, há um sublimar a relação familiar.

A  espiritualidade expressa pela Poprua

Muitas pessoas não gostam de contar de suas vidas anteriores à situação de rua, em parte por querer manter a privacidade, em parte por não querer encarar as dificuldades com possíveis desavenças familiares.

Muitos dos trabalhos sociais que vem sendo feitos nos últimos anos buscam construir uma empatia, personalizando o atendimento  de modo a  focar as conversas nas preocupações e na história de vida destas pessoas em situação de rua.

Neste processo, pudemos fazer algumas anotações que organizaremos em tópicos:

A morte e os ritos fúnebres

Durante muitos anos, tive dificuldades em entender uma coisa que, a meus olhos parecia contraditória: vivendo em situação de rua, aquelas pessoas acabavam por aceitar que todos vivessem sem condições dignas de vida, e no entanto, quando um dos companheiros morria, havia toda uma movimentação para impedir que ele fosse enterrado como indigente.

“Hoje morreu Juvenal.

(ainda vão chamar indigente!)

Morreu jogado, foi mal enterrado,

Ninguém chorou…

Mas saudades Juvenal deixou

Aos companheiros de bebida,

Aos loucos jogados da vida…

E à sua poeta, Juvenal…”(Mota,1987:134)[2]

 

Consegui entender a lógica destas reações num gelado mês de agosto em que morreram muitos de nossos companheiros de rua.

Foi na morte de um destes queridos – Aloísio, conhecido como qui-qui-qui – que eu pude entender o que se passava naquelas cabeças.

Aloísio esteve muito doente, tendo ficado hospitalizado por vários meses, e morreu no Hospital numa madrugada de quinta-feira.

O velório do Hospital nos permitiu reunir o grupo com o qual vivia para as despedidas finais e lá chegamos com uma Kombi lotada com seus amigos.

A gente pode acender uma vela? – foi a primeira pergunta. E um deles, saiu para comprar uma vela para o companheiro. Nós podemos rezar? Podemos cantar? Foram as perguntas que se seguiram, e, imediatamente, se organizaram ao redor do caixão, após acender as velas.

Durante as orações e cantos, eles passavam as mãos nas pálpebras do Aloísio já que o corpo chegara até nós com os olhos abertos.

Passado algum tempo, os olhos ficaram fechados e eles me disseram. Pronto, o que a gente podia fazer por ele, fizemos. Agora, ele pode ser levado para enterrar pois na minha terra a gente entende que quando os olhos fecham é porque a pessoa está em paz,seguiu seu caminho e o que ficou aqui é apenas matéria que não tem importância nenhuma.

Eu fiquei pasma, mas foi então que entendi que o que eles sentiam a necessidade de ter era o rito de passagem que marcava a última transição, aquele que propiciava a entrada no reino dos mortos e a garantia o retorno futuro ao mundo dos vivos.

A vida em comunhão

Afastados do convívio familiar, estes homens e mulheres constroem laços de afetividade, solidariedade e compromisso com os companheiros de infortúnio. Os laços assim criados são sempre muito fortes.

“Ele é meu irmão, não porque nascemos da mesma mãe, mas porque já ficamos sem comer junto, já dividimos comida, já puxamos carroça e já dormimos no mesmo lugar” – fala de João Ligeiro em relação a Gerson.

Cada companheiro que adoece ocasiona todo um discutir do grupo. A vontade de visitá-lo, acompanhá-lo e saber o que se passa, deixa à mostra os laços afetivos existentes.

Em alguns relatos, podemos constatar uma espécie de irmandade entre os pobres.

De certa feita, Hélio dizia assim:

“A gente estava aqui na praça, quando o Elias caiu no chão e começou a botar sangue pela boca.Não tinha ninguém pra socorrer. Eu mesmo peguei o Elias nos braços e o levei ao INPS onde o médico disse que lá não dava pra ficar e que era urgente. Consegui uma ambulância pra levá-lo ao hospital. Depois que internei ele, liguei para a irmã dele avisando para que fosse visitá-lo. A gente também foi ver ele lá no Hospital”

Durante muitos anos, acompanhei um grupo de pessoas de rua que, aproveitando sobras de feira, preparava uma sopa que era servida a todos. Alguns comem em pequenos grupos, outros isoladamente.

Em relação a isso quero contar duas situações que vivenciei.  Um dos participantes do grupo informou aos outros que iria levar um prato de sopa para aquele cara que ficava sempre sozinho.E, explicou:  ninguém nunca gosta de estar só, se ele fica sempre só é porque tem algum problema e nós precisamos apoiá-lo mesmo assim.

Tratamento de álcool

Foi apenas em 2003 que o SUS começou a desenvolver ações sistemáticas regulares na área da drogadição. Até então, o apoio aos dependentes, principalmente aqueles sem recursos, era feito propiciado pela Sociedade Civil atravésde ações, sociais, abrigos e instituições filantrópicas.

Uma grande parte destes “tratamentos”  era realizado pelas “Comunidades Terapêuticas” que, ligadas a Igrejas de diversas confissões, utilizavam como principal instrumento terapêutico a convivência entre os residentes.

Estas comunidades já existem há mais de 40 anos. Entendendo que o uso de álcool e drogas é um desvio de caráter, estas Instituições atuam a partir da “oração, disciplina e trabalho”.

Mesmo quando recebem recursos públicos[3] – e muitas delas estão conveniadas com os governos estaduais, estas Instituições optam por não ter trabalhadores para se ocuparem de diversas funções e entendem que é parte do tratamento o cuidado com suas coisas pessoais (arrumar a cama, varrer o ambiente onde circulam, lavar banheiros, etc.) e ainda trabalhar na roça para cultivo dos alimentos que serão cozidos e serviços e, em alguns casos, vendidos para que estes valores sejam reinvertidos na Instituição. Ainda que com a melhor das intenções, trata-se de algo muito semelhante ao trabalho escravo.

Algumas pessoas em situação de rua aceitam estas internações, mas sentem-se incomodados com algumas questões. Uma delas é o “trabalhar de graça”, e eles dizem que não são relógios. Outra coisa, é serem forçados a orar segundo uma religião que não é a sua.

Houve um homem, anos atrás que disse que “dava o troco”  e obrigava todos os que estavam na Instituição a rezarem do modo como havia aprendido em casa. Minha religião também tem que ser respeitada, dizia, com certo orgulho.

Celebrar a Quaresma, a Páscoa e o Natal

No trabalho social que fazíamos, em vários momentos do ano, havia Celebrações maiores nas quais afloravam as lembranças de casa e da família e havia todo um relatar de “como era tudo isso em casa de mãe”.

Como quaresma é tempo de conversão e recolhimento, é nesta festa que são realizadas via sacras nas quais os problemas vividos por quem vive em situação de rua são temas das estações.

Em 2013, a Pastoral do Povo da Rua em São Paulo realizou uma Via Sacra no espaço da Cracolândia e não faltaram  denúncias de falta de atendimento de saúde para os drogaditos. Por outro lado, é revoltante ver como [não] são cuidadas as pessoas em situação de rua que morrem e são enterradas como indigentes.

As denúncias são o ponto de partida na construção de propostas de mudanças na política vigente. Mas a dinâmica de identificação daquilo que eles sofreram na pele deve ser agradável e atrativa.

Na década de 80, por exemplo, era costume construir, com eles, músicas que contassem um pouco do cotidiano e da lembrança da vida anterior. Veja a letra de uma delas, abaixo.

“Eu sai da minha Terra

Buscando a vida mudar,

Procurando um bom serviço,

E uma casa pra morar.

E, cheguei nesta cidade,

Encontrei tanta maldade,

Fui perdendo a coragem

Na sarjeta fui parar.

E, na vida que eu vivia,

Ficando sem moradia,

Deu vontade de voltar.

Quase já desiludido,

Alguém veio me avisar

Que existe um povo unido

Que está querendo lutar.

Grande foi minha surpresa,

Tanta gente, que beleza,

Estavam ao redor da mesa

Me chamaram pra ficar.

Todo mundo repartia

O seu pão de cada dia,

Nesta vida eu vou ficar.”

Mas, o caminho para chegarmos a isso foi lento. Naqueles tempos, as pessoas em situação de rua viviam dispersas e tinham muito medo de serem vistas em bandos pois isso provocava a repressão das forças policiais.

Na primeira saída para as ruas, um trecho de apenas um quarteirão foi uma imensa vitória. Tudo era muito refletido, e a fé era o mote para que aceitassem o desafio de se mostrar e exigir direitos.

Tempos depois, manifestações anuais de quatro dias eram o modo de celebrar o Sete de Setembro. Construia-se a “Missão do Povo da Rua” que dizia a quem quisesse ouvir que este era um “povo que quer viver”. Passeatas, eventos embaixo de viadutos eram parte da denúncia do mal que a cidade fazia a estas pessoas.

Mas, nem tudo era tristeza. A Páscoa, centro do ano litúrgico, também vem sendo celebrada com pessoas em situação de rua e é onde afloram muitas lembranças do tempo em que viviam com suas famílias, e onde se comemora nascimentos, casamentos e conquistas daqueles que conseguiram sua emancipação desta situação de rua, sem deixar para trás os companheiros e a comunidade. Lembro-me de uma pessoa muito querida, Benê, que depois que conseguiu iniciar a trajetória de saída das ruas, ainda levou dez anos até estar, de volta, no espaço profissional que antes ocupara. Esta “ressurreição”  só podia ser celebrada como Páscoa.

E havia os Natais. A chegada do menino Deus trazia de volta a saudade de casa, os mimos de “mãe” e as histórias eram inúmeras.

Em certa ocasião, preparávamos uma Festa de Natal onde o alimento seria distribuído ao mesmo grupo da sopa.  Como havíamos recebido uma doação em dinheiro, propus que ao invés da sopa pensássemos num Perfil ou outro tipo de comida mais gostosa.

“Melhor, não!”  – disse o Elias – “Se fizer comida especial, vai dar para menos pessoas. E Natal é dia que ninguém deveria ficar com fome. Vamos fazer mais sopa. Assim é melhor!”

Os presentes eram “cartões”  feitos com muito carinho, palavras escolhidas uma a uma e entregas acompanhadas de beijos e abraços. Mais do que solidariedade, esta é uma outra leitura da vida. Uma regra vigente entre eles parte do pressuposto de que sobrevivência é fundamental. Eles dizem que comida, bebida e coberta não se regula.Se alguém tem um prato de comida, todos comem. Se alguém tem um copo de bebida, todos bebem. Se alguém tem cigarro, todos fumam. “Não regular” – é uma das regras mais rígidas do viver em bandos de rua, e é uma regra que exige o sempre partilhar.

 

 

 

 

Referências Bibliográficas

 

Bertachini, Luciana e outro – “A Importância da Dimensão Espiritual na Prática dos Cuidados Paliativos”, em REVISTA BIOÉTICOS, Centro Universitário São Camilo, SP, 2010. Capturado na internet em novembro de 2013.

 

 


[1] Em todas as grandes religiões, existe uma espécie de “regra de ouro”. Essa já foi atestada por Confúcio: “O que não desejas para ti, também não o faças aos outros” (551-489 a.C.); também no judaísmo, em formulação negativa: “Não faças aos outros, o que não queres que te façam a  ti” (Rabi Hillel, 60 a.C.-10 d.C.); com Jesus de Nazaré, em forma positiva:  “O que quereis que os outros vos façam,fazei-o vós a eles” (Mt 7,12;Lc 6,31); no budismo: “Um estado que não é agradável ou prazeroso para mim não o será para o outro; e como posso impor ao outro um estado que não é agradável ou prazeroso para mim?” (Samyutta Nikaya V,353.3-342.2); e no islamismo: “Ninguém de vocês é um crente a não ser que deseje para seu irmão o que deseja para si mesmo”.(Bertachini, 2010:02)

[2] Beth Mota, poetisa da rua como se intitulava, participava da Comunidade Sofredores de Rua, na baixada do Glicério que era coordenada pela OAF – Organização de Auxílio Fraterno.

[3] O Programa federal “Crack, é possível vencer”  repassa um per capita de R$ 1.000/mês por residente.


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