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OPORTUNIDADES NA TERRA DOS CONTRASTES OS 464 ANOS DE SAMPA
Janeiro 15th, 2019 by Magdalves

Cidade da Indústria, São Paulo é a maior economia do Brasil, a maior cidade da América Latina. Quem analisa a economia da cidade, em seu vigor que cresce dia a  dia, fica maravilhado com tanto sucesso. A Elite paulistana consegue viver uma realidade de primeiro mundo e acredita que o futuro a ela pertence com muito sucesso e riqueza infinda. Dados estatísticos permitem afirmar que seis pessoas possuem riqueza equivalente ao patrimônio dos 100 milhões de brasileiros mais pobres.

São Paulo também é a cidade da miséria, já que dos seus 10 milhões de habitantes, amargam uma realidade de desemprego, falta de moradia e dificuldades de acesso a bens e serviços básicos.

Favelas, cortiços e pessoas em situação de rua são o cenário deste outro lado da grande metrópole. Muitos destes “filhos” vieram para esta cidade em busca de trabalho, afinal o discurso diz que “basta ser bom para se vencer na vida”. Dentre estes filhos adotivos, temos 150 estrangeiros, muitos dos quais vieram em busca de proteção em virtude de situações de guerra em seus locais de origem, outros vieram iludidos com a pujança do grande Capital que promete sucesso para todos.

Há dois séculos, somos considerados um dos maiores núcleos políticos do país e centro nevrálgico de sua economia, situação que começou no ciclo do café e perdura até hoje. Não podemos negar o mérito destes trabalhadores que escolheram esta terra e aqui fizeram morada.

GOLDSMITH, prefaciando KOWARICK aponta que além do progresso e da miséria, São Paulo apresenta uma outra  característica que é ser uma cidade da Resistência.

 

“Em1984, após vinte anos de regime militar, um milhão de pessoas tomou as ruas para exigir mudanças. Seu brado por “Diretas Já!” continha um significado triplo evidente – direitos civis, direitos humanos e eleições diretas, já! O esforço conjugado de trabalhadores sindicalizados e organizações de bairros de São Paulo foi parte de um movimento político nacional.”[1]

Começamos 2019, num contexto   preocupante na medida em que a população brasileira e a  paulista nos brindaram com governantes que apontam para outro modo de conduzir  a gestão pública.

Participação Social que vem sendo uma tônica há décadas começa a ser rechaçada   por um discurso que pretende  falar em nome de todos os brasileiros, calando a única voz que pode nos dar parâmetros para o que deve ser feito que é a voz do povo.

Em nome da ordem e da segurança, avalizam-se ações truculentas  dos  policiais que  podem gerar tragédias cotidianas.

O discurso de enfrentamento à corrupção mostra-se frágil na medida em que muitos dos escolhidos para comporem estes governos tem “ficha suja” com processos abertos buscando verificar estes ocorridos e isso nem causa espécie entre eles.

Em nome de uma economia de recursos, jogam sobre os ombros dos funcionários públicos um encargo ainda maior, sem nem ao menos corarem ao se apontar que para outros segmentos políticos os cordões da bolsa são ainda mais lassos.

Vamos refletir sobre isso? Veja em   http://mmaconsultoria.com/?page_id=3139&preview=true

[1][1] KOWARICK’, Lúcio (0rg) – São Paulo Passado e Presente: as lutas sociais e a cidade, Paz e Terra, 1994, 2ª edição.


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