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2018 – DE NOVO, UM ANO NOVO
dezembro 30th, 2017 by Magdalves

 

“Na vida da gente há sempre um grande sonho, um patrão e uma mulher. O sonho morre ao amanhecer de todos os dias, asfixiado por uma realidade medíocre, em que não existe independência nem liberdade, nem gênio nem poder. Ao luar do sonho, somos o chefe da tribo. Ao sol da realidade, viramos simples índio sem colar de ossos nem capacete de penas.   É véspera dentro de nós. Ao por do sol de cada dia, pensamos que ‘talvez amanhã’.”[1]

O tempo é um só. Foi o homem que convencionou dividi-lo em séculos, décadas, anos, meses e dias. Na verdade, as horas se sucedem e os acontecimentos são recorrentes quando são recorrentes nossos atos.  Para cada ação, há sempre uma reação e, muitas vezes isso ocorre como resposta aos nossos atos.

No final de cada ano, e 2017 já ameaça se despedir sem mudanças em nossa vida, a gente sempre para para pensar o que fez naqueles 365 dias e o que deseja fazer no ano novo.

Preparar-se para o novo ano é sempre momento de esperança. Conforme diz MATHIAS, no amanhecer daquele tempo, nos sentimos “chefes da tribo”. Basta sonhar e as coisas se realizarão como mágica. “É véspera dentro de nós” e acreditamos piamente que tudo podemos mudar.

Não sei se temos forças para conduzir nossas vidas para onde queremos ir, mas, sem dúvida se a gente fizer como a música diz e deixarmos a vida nos levar é que nada será diferente.

MATUS[2] pontua que frente a uma situação sempre nos debatemos entre dois extremos: “num deles  controlar totalmente os resultados de nossa prática; de outro, ser arrastado por circunstâncias que não controlamos”.

Acho que existe um meio-termo no modo de encarar a vida. Nem enlouquecer achando que se pode controlar tudo e nem ser apenas um espectador em nossa vida.

Tanto em termos profissionais como pessoais, estamos sempre a construir pontes que nos levem do ponto onde estamos para aquele que queremos alcançar. Isso requer planejar conhecendo o contexto em que estou me movendo e analisar forças que posso acessar e fragilidades que preciso resolver. E isso requer um planejamento ainda que eu não use esse nome o tempo todo.

Planejar não é adivinhar, não é predizer o futuro, mas é uma análise racional do que temos, do que queremos e do que podemos. Quando nossas decisões partem desse processo, eu consigo mais sucesso na busca de caminhos do que se agir improvisadamente.

Perguntas que não devo calar

Quais os âmbitos da minha vida me deixam satisfeita e quais eu percebo que poderia ser melhor?

Como  tem sido meu cotidiano? Vivo com certa tranquilidade ou “corro atrás da vida” o tempo todo?

Meu corpo acompanha o ritmo que quero para mim?  Meu sono é tranquilo e suficiente? Minha dieta alimentar é adequada? Faço exercícios físicos regularmente? Quais os meus cuidados para que isso ocorra?

Minha casa é agradável? Tenho prazer em voltar para ela? Quais meus desejos de mudança e que chances tenho em conseguir fazê-la?

Eu gosto dos trabalhos que faço? Qual minha necessidade em crescer profissionalmente? Eu me empenho nisso ou poderia fazer mais?

Que tempo de minha vida destino ao lazer? Eu considero isso suficiente?

E a palavra chave: como está minha saúde financeira? Eu consigo equilibrar receita e despesas ou vivo numa corda bamba?

Que ações poderiam ser implementadas no novo ano?

Cotidiano é ritmo

Minha agenda é parte de meu planejamento, mas não sou escrava dela. Escolho os compromissos que vou assumir pelo prazer que me dão e pelas coisas significativas que quero construir.

Quando a gente dialoga assim com a vida, tudo é possível. Sempre há espaço e tempo para o que é importante e a gente não perde o bonde da história.,

Saúde e corpo

A idade não perdoa. Tenho 75 anos e não se chega a isso impunemente. Tenho tido a felicidade de ter o acompanhamento de uma equipe médica competente e responsável, resta ter juízo e acatar a orientação de cada um deles em relação à alimentação, exercícios físicos, etc..

Mudanças na casa

Em 2015 comecei uma reforma em meu apartamento, mas o que eu queria não foi feito até o fim, porque o dinheiro acabou antes. As mudanças que quero para a casa vão ter que esperar mais um pouco…

Trabalhos desenvolvidos

Gosto muito dos trabalhos que venho fazendo, ainda que eles deixem a desejar no sentido de garantir minha sobrevivência. Além de uma certa habilidade para discutir a gestão da política para população de rua, me sinto confiante coordenando cursos de capacitação na área social.  Quanto mais trabalho, melhor a competência que tenho.

Mantenho um blog onde coloco textos novos quinzenalmente, e isto me mantém alerta, pesquisando e refletindo. Gosto disso!

Lazer

É aqui que o bicho pega. Não consegui, nos últimos  anos, priorizar o lazer… acho tempo para muitos trabalhados e cuido de diversas coisas em minha vida, mas reservar um tempo de lazer é algo que vivo me prometendo, mas nunca dá certo.

Saúde financeira

Aqui tenho que confessar uma ineficiência e uma incompetência permanentes.  Não fico tranquila quando estou devendo algo a alguém – ainda que seja um Banco – e com isso vai crescendo a bola de neve de empréstimos sobre empréstimos… como sair dessa?

Bem. Isto aqui é mais um desabafo e uma reflexão interna do que um texto que pode interessar a outras pessoas, mas… esta sou eu, hoje.

[1] MATHIAS, Joaquim Rodrigues – Correção Monetária, Expressão e Cultura, 1972.

[2] MATUS, Carlos – O Plano como aposta, em São Paulo em Perspectiva 5(4):28-42 out/dez 1991.


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