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A FOME DE MUITOS E A RESPONSABILIDADE DE TODOS
nov 15th, 2017 by Magdalves

Relatos de diversas fontes apontam que a Fome vem sendo o pesadelo maior para grandes parcelas da população brasileira. “Entre o final do século XVII e o início do século XIX, no Brasil, pelo menos 25 anos foram de fome sem qualquer atenuante”.

Desde os tempos em que era colônia de Portugal, o Brasil nunca foi um país pobre mas mesmo nos mais ricos períodos – ciclos do açúcar, do ouro – a fome continuava sempre presente.

Na década de 70, pela primeira vez, líderes mundiais se reuniram para discutir a Fome no Mundo e propor caminhos para sua superação. Nesta Primeira Conferência Mundial sobre Alimentação, convocada pela FAO em 1974, foi proclamado que “todo homem, mulher e criança tem o direito inalienável de estar livre da fome e da desnutrição para desenvolver suas faculdades físicas e mentais”. Entre as metas estabelecidas pela conferência figuravam erradicar a fome, alcançar a segurança alimentar e reduzir a desnutrição “em uma década”. Porém, esses objetivos nunca foram atingidos.

Em 1994, foi realizada a I Conferência de Segurança Alimentar que levou a Brasília mais de duas mil e quinhentas pessoas vindas de todos os estados brasileiros, construindo uma proposta a muitas mãos já que a discussão começou nos comitês de bairros, passou por articulações municipais e estaduais antes de chegar à instância nacional.

Toda essa mobilização partia do pressuposto de que a fome brasileira é uma fome produzida por políticas que produzem fome, e apontavam a necessidade de crescimento econômico com geração de empregos, recuperação do poder de compra dos salários dos trabalhadores, expansão da ocupação – autoemprego, produção associada e outras formas; e de um novo modelo agrícola.

Uma reflexão sobre isso você encontra em  http://mmaconsultoria.com/?page_id=2952&preview=true

AS DIFICULDADES DE ACESSO A POLÍTICAS SOCIAIS PELA POPRUA
out 14th, 2017 by Magdalves

Fruto de uma luta política iniciada nos anos 80, aprova-se em 2009 o Decreto 7053 que institui a Política Nacional para a População em situação de Rua. Além de definir princípios, diretrizes e objetivos para esta política, o Decreto aponta um perfil para esta população: grupo populacional heterogêneo que possui em comum a pobreza extrema, os vínculos familiares interrompidos ou fragilizados e a inexistência de moradia convencional regular, e que utiliza os logradouros públicos e as áreas degradadas como espaço de moradia e de sustento, de forma temporária ou permanente, bem como as unidades de acolhimento para pernoite temporário ou como moradia provisória.

Ainda que este passo seja um avanço – e não dá para negar isso – apenas a garantia legal não dá conta de enfrentar discriminações e preconceitos construídos ao longo dos séculos. Num contexto de desemprego crescente, e a situação brasileira não tem sido fácil, não apenas temos mais e mais pessoas jogadas à sua própria sorte pelo desemprego que gera despejos, desesperos e outras reações, como cresce a reação da sociedade que busca se afastar dessa situação que é ao mesmo tempo constrangedora e assustadora.

Se para as classes altas essa é uma imagem “feia” que querem apagar do cenário; para as classes mais pobres há o medo desse ser seu destino no amanhã.

Qual o Estado das Artes destes Direitos que apontamos como garantidos para a População de Rua. O texto integral você encontra em  http://mmaconsultoria.com/?page_id=2926

CONSTRUINDO HABILIDADES NO TRATO COM PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA
set 30th, 2017 by Magdalves

A principal matéria prima na atuação dos profissionais sociais com pessoas em situação de rua é a relação que conseguem construir com cada uma delas.

Lidar profissionalmente com as pessoas individualmente ou nestes grupos constituídos a partir de uma finalidade qualquer exige de cada um de nós cuidados e habilidades que podemos ir construindo no dia-a-dia.

Dentre as muitas dificuldades que este agir requer, salientamos o “saber escutar”, o “saber comunicar nossas ideias”  e o domínio de nossas “emoções e emocionalidades”.

Durante muitos séculos, o processo de aprendizado de trabalhadores sociais apontava a necessidade de uma certa “neutralidade”. O profissional deveria ser impessoal, distante destas pessoas com as quais atuava e nunca se envolver com os problemas que lhes eram trazidos.

As primeiras  “atividades do serviço social” não davam importância ao fator “grupo”, mas propunham atividades para atrair os jovens (e afastá-los da delinquência) e mais do que a intenção de socializar estes jovens com seus iguais, o que se avaliava era que isso era mais barato e mais fácil fazer em grupo do que individualmente.

A reflexão integral você encontra em  http://mmaconsultoria.com/?page_id=2920 A

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