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A ESCUTA QUALIFICADA DAS COMUNIDADES REVISITADA
dez 15th, 2017 by Magdalves

O ouvir é um ato físico de quem tem o sentido da audição, e eu ouço as palavras, os ruídos e tudo o que está ao meu redor. Diferentemente, o escutar implica em sentir o universo afetivo do outro, conhecer seu imaginário e seu cognitivo para, a partir disso, perceber o que de fato ele nos diz, compreendendo suas atitudes e comportamentos, suas ideias, valores, símbolos e mitos.

A escuta e o diálogo são habilidades próprias dos seres humanos, mas não podemos restringi-la apenas ao ouvir. O ouvir é instintivo, o escutar, não.

A escuta qualificada no contexto das políticas sociais pode ser uma ferramenta de valorização dos sujeitos envolvidos na construção de seu protagonismo social, num processo de participação responsável de todos.

Muitas pessoas, quando falam em Escuta Qualificada não atentam que o primeiro passo para chegarmos nela é diferenciarmos o ouvir do escutar. Escutar o  outro não é apenas ouvir o som de duas palavras mas entender seus gestos, seu modo de expressar, levando em conta o  reflexo em mim daquilo que está sendo colocado. Preciso escutar esse outro em mim e perceber as implicações desta comunicação.

Pierre Weil aponta que precisamos levar em conta a comunicação psicossomática inconsciente daquele que nos transmite algo por palavras, gestos, olhares para que consigamos fazer uma leitura real da realidade.

Quando escutamos geramos um mundo interpretativo e podemos dizer que este é um aspecto ativo do escutar.

Além das palavras, temos que estar atentos aos silêncios, aos sorrisos, aos olhares que podem expressar tristeza, descontentamento ou desconfiança.

Nosso escutar deve permitir a apropriação da história passada, conhecer desejos e demandas para o futuro e discutir juntos sobre as possibilidades já experimentadas e a experimentar.

Um texto de reflexão sobre isso você encontra em  http://mmaconsultoria.com/?page_id=2946&preview=true

A INCLUSÃO SOCIAL E AS PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA
nov 30th, 2017 by Magdalves

Uma das primeiras questões que se levanta quando se reflete sobre o binômio exclusão/inclusão é uma certa proximidade da discussão sobre pobreza, miséria e indigência. Nesta leitura, a exclusão está associada à ideia de carências e privações e as ações humanitárias deveriam dar conta de atender a estas necessidades, buscando diminuir a distância entre excluídos e incluídos. Sob esta ótica, estas pessoas que se mostraram incapazes de serem incorporadas ao mercado devem ser o alvo da filantropia ou do que se poderia chamar de gestão técnica da pobreza, sem voz e sem possibilidade de serem sujeitos. Aceitar esta argumentação é deixar de questionar os elementos que constroem este tipo de realidade que garante poder a uns poucos enquanto mantém a grande maioria confinada na sua condição de exclusão.

Nos dias atuais, a grande maioria dos gestores de políticas públicas tem consciência de que a exclusão social não é um problema só dos excluídos, mas de toda a sociedade, e entendendo-a como a ausência de direitos básicos compatíveis com a garantia de mínimos sociais para a cidadania.

Através dos tempos, inúmeras foram as teorias traçadas sobre as pessoas em situação de rua, algumas considerando que renunciaram ao bem estar material e estão a procura da verdadeira essência das coisas e do mundo, outras considerando-os imorais, violentos, irresponsáveis, ociosos, inúteis e parasitas.

De fato, estas famílias ou indivíduos vivem situações crônicas de desemprego, subemprego, fome e desabrigo, realidade esta que se agrava acentuadamente em momentos de crise. Embora recorram às instituições e à ajuda de terceiros para aliviar sua penúria, estes indivíduos são uma forma de reprodução da massa trabalhadora.

Nos dias de hoje, a grande maioria das assim chamadas “pessoas em situação de rua” não mais sobrevivem apenas da ajuda de terceiros, mas executam toda sorte de “bicos” e trabalhos informais.

Um texto de reflexão sobre isso você encontra em http://mmaconsultoria.com/?page_id=2942&preview=true

A FOME DE MUITOS E A RESPONSABILIDADE DE TODOS
nov 15th, 2017 by Magdalves

Relatos de diversas fontes apontam que a Fome vem sendo o pesadelo maior para grandes parcelas da população brasileira. “Entre o final do século XVII e o início do século XIX, no Brasil, pelo menos 25 anos foram de fome sem qualquer atenuante”.

Desde os tempos em que era colônia de Portugal, o Brasil nunca foi um país pobre mas mesmo nos mais ricos períodos – ciclos do açúcar, do ouro – a fome continuava sempre presente.

Na década de 70, pela primeira vez, líderes mundiais se reuniram para discutir a Fome no Mundo e propor caminhos para sua superação. Nesta Primeira Conferência Mundial sobre Alimentação, convocada pela FAO em 1974, foi proclamado que “todo homem, mulher e criança tem o direito inalienável de estar livre da fome e da desnutrição para desenvolver suas faculdades físicas e mentais”. Entre as metas estabelecidas pela conferência figuravam erradicar a fome, alcançar a segurança alimentar e reduzir a desnutrição “em uma década”. Porém, esses objetivos nunca foram atingidos.

Em 1994, foi realizada a I Conferência de Segurança Alimentar que levou a Brasília mais de duas mil e quinhentas pessoas vindas de todos os estados brasileiros, construindo uma proposta a muitas mãos já que a discussão começou nos comitês de bairros, passou por articulações municipais e estaduais antes de chegar à instância nacional.

Toda essa mobilização partia do pressuposto de que a fome brasileira é uma fome produzida por políticas que produzem fome, e apontavam a necessidade de crescimento econômico com geração de empregos, recuperação do poder de compra dos salários dos trabalhadores, expansão da ocupação – autoemprego, produção associada e outras formas; e de um novo modelo agrícola.

Uma reflexão sobre isso você encontra em  http://mmaconsultoria.com/?page_id=2952&preview=true

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