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MEDIAÇÃO DE CONFLITOS E POPRUA
maio 15th, 2019 by Magdalves

Para refletirmos sobre Mediação de Conflitos no âmbito da Política para População de rua, precisamos dar alguns passos atrás e retomarmos nosso entendimento sobre Relações Sociais.

Empatia com a Poprua

Muitas vezes, o discurso de que os serviços da Política para Poprua são de garantia de direitos não condizem com a realidade, na medida em que falta aos trabalhadores a capacidade para lidar com as particularidades deste segmento.

Muitos trabalhadores tem dificuldades em “colocar-se no lugar do outro”, na medida em que deixam-se contaminar pelas experiências passadas:

Já vi esse filme;

Esse aqui, eu conheço, ele sempre promete e não cumpre.

A consequência é a construção de regras rígidas, desconectadas da realidade da Poprua que impedem a construção de uma justiça de fato. Estes trabalhadores precisariam ser formados e sensibilizados para se colocarem no lugar do outro e saber vivem com as diferenças que um público heterogêneo como este sempre representa.

A reflexão integral está em   http://mmaconsultoria.com/?page_id=3298&preview=true

EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA PARA PROFISSIONAIS QUE ATUAM COM POPULAÇÃO DE RUA: vantagens e desvantagens
maio 1st, 2019 by Magdalves

Será que os gestores da Política para Pessoas em Situação de Rua já pararam para pensar que o ensino a distância pode ser uma opção para grupos de profissionais que tenham dificuldades para se deslocar até grandes centros e que não tenham recursos para contratar consultores para irem até eles, já que muitas vezes as distâncias significam o aumento de custos nestes processos.

Está em andamento, uma proposta de construção de ferramentas de EaD para serem utilizadas em processos grupais, facilitando a discussão do cotidiano profissional e fortalecendo a formação destes trabalhadores.

O entendimento é que as plataformas digitais podem facilitar o diálogo destes trabalhadores com trabalhadores de outros municípios, possibilitando a socialização das conquistas e permitindo a discussão das dificuldades na busca de estratégias. No EAD, estes trabalhadores poderão ter acesso a fóruns com outros colegas de turma, professores e orientadores de prontidão para tirarem qualquer dúvida que possa surgir.

As aulas online podem ser vistas repetidamente, e discutidas em grupos de estudo de forma a possibilitarem um melhor entendimento daquele tema.

Se este assunto te interessa, saiba que você pode contribuir na construção deste processo. Leia mais em  http://mmaconsultoria.com/?page_id=3317&preview=true

MULHERES EM SITUAÇÃO DE RUA E O NÃO-ACESSO À PROTEÇÃO DA LEI MARIA DA PENHA
abr 14th, 2019 by Magdalves

Desde 2006, as discussões sobre a violência doméstica e sexual contra mulheres teve uma ampliação significativa em sua visibilidade, e o efeito mais  significativo foi deixarmos de considerar que “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher” e a tomarmos posição ao conhecermos a situação de fragilidade e violência na qual vive a maioria das mulheres em nosso país.

Dados divulgados pelo Monitor da Violência em 8 de março de 2019 indicam que, apesar da Lei Maria da Penha,  a violência contra a mulher permanece como a mais cruel e evidente manifestação da desigualdade de gênero no Brasil.

Apesar da redução de 6,7% no número de homicídios femininos entre 2017 e 2018 – que passou de 4.558 para 4.254 vítimas -, o percentual frustrou a expectativa diante dos dados divulgados na semana passada, que indicavam 13% de redução das mortes violentas em todo o país. Por que a redução da mortalidade feminina foi tão menor que a dos homicídios em geral? Se esta redução merece ser celebrada, vale lembrar que permanecemos como um dos países mais violentos do mundo para as mulheres. Estudo divulgado em novembro de 2018 pelo UNODC (Escritório das Nações Unidas para Crime e Drogas) mostra que a taxa de homicídios femininos global foi de 2,3 mortes para cada 100 mil mulheres em 2017. No Brasil, segundo os dados divulgados hoje relativos a 2018, a taxa é de 4 mulheres mortas para cada grupo de 100 mil mulheres, ou seja, 74% superior à média mundial.”

Se os avanços legislativos são uma grande conquista dos movimentos de mulheres, as políticas públicas implementadas para garantir seu cumprimento ainda se mostram frágeis.

O Cotidiano de Mulheres em Situação de Rua

 “Sozinha ou com homens, seu corpo maltratado, machucado, com um olhar apagado, cabelos enroscados, pele ressecada e marcada… […] que vida? De onde vem e para onde vai? O que ela foi no passado e o que lhe resta de vida neste corpo?”  (TIENE, 2004:59)

Uma reflexão sobre isto pode ser encontrada em  http://mmaconsultoria.com/?page_id=3309&preview=true

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