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O CORONAVIRUS E O “FIQUE EM CASA” PRA QUEM NÃO TEM CASA NENHUMA
maio 15th, 2020 by Magdalves

Durante a Pandemia, as propostas de “ficar em casa” trouxeram à baila a existência de milhares de pessoas vivendo em situação de rua.

Viver nas ruas não é apenas estar sentado em bancos de praça ou calçadas das ruas, mas envolve toda uma luta por sobrevivência.

Quem nunca se preocupou com este segmento pode não ter atentado para o fato de que a grande maioria das respostas dadas pelos Serviços Públicos estão referidas ao “acolhimento em Abrigos”.

Acusa-se estes seres sobrantes de não aceitarem as regras impostas nestes equipamentos por preferirem sua liberdade.

Segundo Marx, Liberdade é poder escolher entre duas ou mais alternativas concretas. Será que é essa a liberdade de quem está em situação de rua?

Analisar a rua como residência requer pensarmos nas necessidades humanas e nas respostas que são ou não encontradas por estas pessoas.

Dormir no cimento das calçadas, além de pouco confortável, transmite uma friagem ao corpo que leva, a médio prazo, a doenças principalmente do aparelho respiratório, tais como a que enfrentamos nesta Pandemia.

A falta de higiene, que muitos creditam a maus costumes: ele é porco, não gosta de banho, etc.. na verdade é fruto da ausência de estratégias de higienização na maioria das grandes cidades.

Uma das propostas que o Covid19 concretizou em muitos municípios foi a instalação de chuveiros e pontos de água potável.

E aí, entramos em outra necessidade: alimentar-se e tomar água sem o que as pessoas não sobrevivem.

No mundo anterior ao Covid19, as pessoas em situação de rua eram alimentadas a partir da doação de sobras de restaurantes e outros, estabelecimentos estes que foram interditados em nome da proteção considerada necessária, ou seja, a diminuição de possibilidades de transmissão do vírus.

Uma reflexão a respeito você encontra em 
http://mmaconsultoria.com/?page_id=3467&preview=true

A VISIBILIDADE DA POPULAÇÃO DE RUA EM TEMPOS DE CORONAVIRUS: O QUE FAZER EM TERMOS DE INSERÇÃO NO MUNDO DO TRABALHO
abr 29th, 2020 by Magdalves

” …Considera-se população em situação de rua o grupo populacional heterogêneo que possui em comum a pobreza extrema, os vínculos familiares interrompidos ou fragilizados e a inexistência de moradia convencional regular, e que utiliza os logradouros públicos e as áreas degradadas como espaço de moradia e de sustento, de forma temporária ou permanente, bem como as unidades de acolhimento para pernoite temporário ou como moradia provisória”. (§único do artigo 1º do Decreto 7053/2009)

 

Ao instituir a Política para População de Rua, a legislação define como características deste segmento populacional a pobreza extrema, os vínculos familiares rompidos ou fragilizados e a inexistência de moradia convencional regular.

Num contexto de enfrentamento ao Coronavirus, de um ponto ao outro do Mundo, surgem vozes a apontar a falta de saídas para quem não tem onde morar, quando a resposta apontada para todo mundo é “fique em casa”.

Isto nos remete a  reflexões que vem sendo feitas em mais de 160 países no mundo e que consideram que a porta de saída desta situação encontra-se no binômio moradia e acesso a trabalho. Ainda que o primeiro passo seja o resgate do “morar”, a Política Nacional para População de Rua aponta que  a busca da emancipação.

Este vetor do acesso a trabalho tem sido um dos grandes desafios enfrentados por esta política. Em nome da sobrevivência, a grande maioria das pessoas em situação de rua submete-se a qualquer tipo de trabalho: carga e descarga de caminhões, principalmente em áreas como o Mercadão ou o CEASA; ajudantes na construção civil; plaqueteiro – andar em áreas de bastante movimento, ostentando propagandas que indiquem às pessoas agências de emprego, compra de ouro e prata, restaurantes a preço popular e outros; apoio a ambulantes irregulares – levando e trazendo mercadorias para evitar que sejam apreendidas pela fiscalização; vendedores em faróis, trens e nas ruas; catadores de material reciclável e outros.

Mas o que acontece quando uma pessoa que tem vivência em situação de rua começa a se reconstruir visando sair dessa condição?  Muitas destas pessoas tem um histórico de participação em cursos de qualificação diversos na medida em que aproximam-se deste tipo de projeto acreditando que é apenas um passo para o trabalho que lhes devolverá a dignidade fragilizada na situação de rua.

Algumas das organizações que atuam nestes processos de qualificação são sérias e competentes. Os processos de seleção tem critérios claros e o processo de aprendizado consistente e adequado às necessidades do Mercado.

Vencida esta etapa, esta pessoa tem um conhecimento que lhe é certificado e é considerada apta para o trabalho.

Mas nossa tarefa não termina ali. Você encontra uma reflexão a respeito em : http://mmaconsultoria.com/?page_id=3458&preview=true

CORONAVIRUS E A POPULAÇÃO DE RUA
abr 6th, 2020 by Magdalves

 “coronavírus (COVID-19) é uma doença infecciosa causada por um novo vírus. Ele causa problemas respiratórios semelhantes à gripe e sintomas como tosse, febre e, em casos mais graves, dificuldade para respirar. Como prevenção, lave as mãos com frequência e evite tocar o rosto e ter contato próximo (um metro de distância) com pessoas que não estejam bem”. (OMS)

A principal forma de contágio do novo coronavírus é o contato com uma pessoa infectada, que transmite o vírus por meio de tosse e espirros. Ele também se propaga quando a pessoa toca em uma superfície ou objeto contaminado e depois nos olhos, nariz ou boca.

O COTIDIANO DA POPULAÇÃO DE RUA

Ainda que muito se diga e pouco se faça, o cotidiano da Poprua aponta situações desumanas que, num momento de pandemia como agora ficam ainda mais aguçadas.

Em carta às autoridades, o MNPR – Movimento Nacional da População de Rua aponta algumas medidas como urgentes, a saber:

  • “Sem dúvida, a prioridade primeira refere-se à higiene individual e coletiva, em virtude do contágio se dar por contato com pessoas ou objetos contaminados;
  • Os serviços de acolhimento da População de Rua precisariam ter suas rotinas revistas, visando eliminar aglomerações que são próprias do atendimento massivo em Abrigos e Albergues;
  • Além do acesso à higiene pessoal nestes serviços, é necessário que as cidades tenham banheiros públicos gratuitos em suas diversas regiões, com fornecimento de kits de higiene – água, sabão, álcool gel, toalhas limpas, etc..
  • Outra demanda que não é de hoje, mas que, neste momento cresce em importância é o acesso à água potável, ou seja, os espaços públicos teriam que, obrigatoriamente, ter bebedouros para uso de todos os munícipes, incluindo-se munícipes em situação de rua.
  • Fornecimento de refeições nutricionalmente adequadas, em quantidade e qualidade que garantam a segurança alimentar de todos, garantindo-se o acesso a elas sem pagamento, ainda que para o restante da população seja fornecida a preço de custo (Bom Prato).
  • Atendimento de Saúde, passando pelo diagnóstico e testes de contágio, precisa necessariamente estar vinculado a um conjunto de leitos de retaguarda já que o “fique em casa” não se concretiza para quem não tem residência regular.

O MNPR alerta, ainda para a inadequação de medidas de coerção e de internações compulsórias, orientando-se os profissionais da saúde e de áreas correlatas sobre o como lidar com estas situações.

Uma reflexão a respeito você encontra em : http://mmaconsultoria.com/?page_id=3451&preview=true

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