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jul 27th, 2017 by Magdalves

Realizamos trabalhos diversos em apoio a Prefeituras e ONGs que atuam no Social.

Contato:  Maria Magdalena Alves

Email: magdalves@mmaconsutoria.com

Fones:  [11] 3313-1758   Whatsapp:  [11]  996117633

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jul 24th, 2017 by Magdalves

PROTAGONISMO E A ORGANIZAÇÃO EM MOVIMENTOS SOCIAIS: Pessoas em Situação de Rua em pauta
jan 15th, 2018 by Magdalves

No primeiro passo, a construção da cidadania como dimensão civil da luta por direitos civis e políticos; no segundo passo, a construção da cidadania coletiva que irmana a todos que estão num mesmo território, falam uma mesma língua e professam  a mesma religião.

As primeiras lutas sociais, no Brasil, se deram pelo direito ao trabalho e foram iniciadas ainda no período colonial. Buscava-se o direito à vida e espaços no mercado de trabalho. No período imperial, a luta pelo trabalho livre ganha contornos regionais.

Até o início da década de 1990, as pessoas em situação de rua eram encontradas em menor número, quase sempre sozinhas já que a única medida adotada pelo estado era a repressão, o confinamento e a expulsão das cidades, o que era feito em nome da aparência pública e da ordem. O agente encarregado desta ação era a polícia que atuava rudemente, com uma violência que era vista e aceita pela sociedade que, em nome da estética e do seu bem estar fechava os olhos a isso, não se interessando em saber para onde estes seres estavam sendo levados.

“Em 2004, na cidade de São Paulo, ocorreu a barbárie conhecida como chacina da Praça da Sé. O episódio vitimou fatalmente sete moradores de rua e foi seguido de outros atos semelhantes em vários pontos do País. A partir daí grupos da população de rua em São Paulo e Belo Horizonte iniciaram a mobilização para consolidar o Movimento Nacional da População de Rua. Em setembro de 2005 novamente a história da rua e dos catadores se cruzaram. Convidadas a participar do 4º Festival Lixo e Cidadania, as pessoas em situação de rua de Belo Horizonte mobilizaram outros companheiros do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Cuiabá”.

Foi neste encontro que houve o lançamento do Movimento Nacional da População de Rua (MNPR), como expressão dessa participação organizada em várias cidades brasileiras.

O foco de atuação do Movimento é a Inclusão Social de pessoas em situação de rua, o que implica ações de monitoramento dos serviços municipais a ela prestados, de denúncias em situações de violação de direitos e  de busca de novos caminhos que possibilitem a saída das ruas, a maioria das quais ocorre através da reinserção no Mercado de Trabalho.

A ação qualificada de membros do Movimento em diversas instâncias como os conselhos municipais (saúde, assistência social e comitê Poprua) insere na discussão das Políticas Sociais a ótica de quem vive ou viveu esta situação.

Parcerias com Universidades e organizações sindicais e empresariais ao mesmo tempo em que possibilitam ampliar o leque de ações, tencionam estes ambientes que começam a perceber que estas pessoas em situação de rua são uma parcela da classe trabalhadora e assim devem ser tratadas.

Uma reflexão sobre isso você encontra em e http://mmaconsultoria.com/?page_id=2966&preview=true

2018 – DE NOVO, UM ANO NOVO
dez 30th, 2017 by Magdalves

 

“Na vida da gente há sempre um grande sonho, um patrão e uma mulher. O sonho morre ao amanhecer de todos os dias, asfixiado por uma realidade medíocre, em que não existe independência nem liberdade, nem gênio nem poder. Ao luar do sonho, somos o chefe da tribo. Ao sol da realidade, viramos simples índio sem colar de ossos nem capacete de penas.   É véspera dentro de nós. Ao por do sol de cada dia, pensamos que ‘talvez amanhã’.”[1]

O tempo é um só. Foi o homem que convencionou dividi-lo em séculos, décadas, anos, meses e dias. Na verdade, as horas se sucedem e os acontecimentos são recorrentes quando são recorrentes nossos atos.  Para cada ação, há sempre uma reação e, muitas vezes isso ocorre como resposta aos nossos atos.

No final de cada ano, e 2017 já ameaça se despedir sem mudanças em nossa vida, a gente sempre para para pensar o que fez naqueles 365 dias e o que deseja fazer no ano novo.

Preparar-se para o novo ano é sempre momento de esperança. Conforme diz MATHIAS, no amanhecer daquele tempo, nos sentimos “chefes da tribo”. Basta sonhar e as coisas se realizarão como mágica. “É véspera dentro de nós” e acreditamos piamente que tudo podemos mudar.

Não sei se temos forças para conduzir nossas vidas para onde queremos ir, mas, sem dúvida se a gente fizer como a música diz e deixarmos a vida nos levar é que nada será diferente.

MATUS[2] pontua que frente a uma situação sempre nos debatemos entre dois extremos: “num deles  controlar totalmente os resultados de nossa prática; de outro, ser arrastado por circunstâncias que não controlamos”.

Acho que existe um meio-termo no modo de encarar a vida. Nem enlouquecer achando que se pode controlar tudo e nem ser apenas um espectador em nossa vida.

Tanto em termos profissionais como pessoais, estamos sempre a construir pontes que nos levem do ponto onde estamos para aquele que queremos alcançar. Isso requer planejar conhecendo o contexto em que estou me movendo e analisar forças que posso acessar e fragilidades que preciso resolver. E isso requer um planejamento ainda que eu não use esse nome o tempo todo.

Planejar não é adivinhar, não é predizer o futuro, mas é uma análise racional do que temos, do que queremos e do que podemos. Quando nossas decisões partem desse processo, eu consigo mais sucesso na busca de caminhos do que se agir improvisadamente.

Perguntas que não devo calar

Quais os âmbitos da minha vida me deixam satisfeita e quais eu percebo que poderia ser melhor?

Como  tem sido meu cotidiano? Vivo com certa tranquilidade ou “corro atrás da vida” o tempo todo?

Meu corpo acompanha o ritmo que quero para mim?  Meu sono é tranquilo e suficiente? Minha dieta alimentar é adequada? Faço exercícios físicos regularmente? Quais os meus cuidados para que isso ocorra?

Minha casa é agradável? Tenho prazer em voltar para ela? Quais meus desejos de mudança e que chances tenho em conseguir fazê-la?

Eu gosto dos trabalhos que faço? Qual minha necessidade em crescer profissionalmente? Eu me empenho nisso ou poderia fazer mais?

Que tempo de minha vida destino ao lazer? Eu considero isso suficiente?

E a palavra chave: como está minha saúde financeira? Eu consigo equilibrar receita e despesas ou vivo numa corda bamba?

Que ações poderiam ser implementadas no novo ano?

Cotidiano é ritmo

Minha agenda é parte de meu planejamento, mas não sou escrava dela. Escolho os compromissos que vou assumir pelo prazer que me dão e pelas coisas significativas que quero construir.

Quando a gente dialoga assim com a vida, tudo é possível. Sempre há espaço e tempo para o que é importante e a gente não perde o bonde da história.,

Saúde e corpo

A idade não perdoa. Tenho 75 anos e não se chega a isso impunemente. Tenho tido a felicidade de ter o acompanhamento de uma equipe médica competente e responsável, resta ter juízo e acatar a orientação de cada um deles em relação à alimentação, exercícios físicos, etc..

Mudanças na casa

Em 2015 comecei uma reforma em meu apartamento, mas o que eu queria não foi feito até o fim, porque o dinheiro acabou antes. As mudanças que quero para a casa vão ter que esperar mais um pouco…

Trabalhos desenvolvidos

Gosto muito dos trabalhos que venho fazendo, ainda que eles deixem a desejar no sentido de garantir minha sobrevivência. Além de uma certa habilidade para discutir a gestão da política para população de rua, me sinto confiante coordenando cursos de capacitação na área social.  Quanto mais trabalho, melhor a competência que tenho.

Mantenho um blog onde coloco textos novos quinzenalmente, e isto me mantém alerta, pesquisando e refletindo. Gosto disso!

Lazer

É aqui que o bicho pega. Não consegui, nos últimos  anos, priorizar o lazer… acho tempo para muitos trabalhados e cuido de diversas coisas em minha vida, mas reservar um tempo de lazer é algo que vivo me prometendo, mas nunca dá certo.

Saúde financeira

Aqui tenho que confessar uma ineficiência e uma incompetência permanentes.  Não fico tranquila quando estou devendo algo a alguém – ainda que seja um Banco – e com isso vai crescendo a bola de neve de empréstimos sobre empréstimos… como sair dessa?

Bem. Isto aqui é mais um desabafo e uma reflexão interna do que um texto que pode interessar a outras pessoas, mas… esta sou eu, hoje.

[1] MATHIAS, Joaquim Rodrigues – Correção Monetária, Expressão e Cultura, 1972.

[2] MATUS, Carlos – O Plano como aposta, em São Paulo em Perspectiva 5(4):28-42 out/dez 1991.

A ESCUTA QUALIFICADA DAS COMUNIDADES REVISITADA
dez 15th, 2017 by Magdalves

O ouvir é um ato físico de quem tem o sentido da audição, e eu ouço as palavras, os ruídos e tudo o que está ao meu redor. Diferentemente, o escutar implica em sentir o universo afetivo do outro, conhecer seu imaginário e seu cognitivo para, a partir disso, perceber o que de fato ele nos diz, compreendendo suas atitudes e comportamentos, suas ideias, valores, símbolos e mitos.

A escuta e o diálogo são habilidades próprias dos seres humanos, mas não podemos restringi-la apenas ao ouvir. O ouvir é instintivo, o escutar, não.

A escuta qualificada no contexto das políticas sociais pode ser uma ferramenta de valorização dos sujeitos envolvidos na construção de seu protagonismo social, num processo de participação responsável de todos.

Muitas pessoas, quando falam em Escuta Qualificada não atentam que o primeiro passo para chegarmos nela é diferenciarmos o ouvir do escutar. Escutar o  outro não é apenas ouvir o som de duas palavras mas entender seus gestos, seu modo de expressar, levando em conta o  reflexo em mim daquilo que está sendo colocado. Preciso escutar esse outro em mim e perceber as implicações desta comunicação.

Pierre Weil aponta que precisamos levar em conta a comunicação psicossomática inconsciente daquele que nos transmite algo por palavras, gestos, olhares para que consigamos fazer uma leitura real da realidade.

Quando escutamos geramos um mundo interpretativo e podemos dizer que este é um aspecto ativo do escutar.

Além das palavras, temos que estar atentos aos silêncios, aos sorrisos, aos olhares que podem expressar tristeza, descontentamento ou desconfiança.

Nosso escutar deve permitir a apropriação da história passada, conhecer desejos e demandas para o futuro e discutir juntos sobre as possibilidades já experimentadas e a experimentar.

Um texto de reflexão sobre isso você encontra em  http://mmaconsultoria.com/?page_id=2946&preview=true

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